
Laboratório de grandes campeões
A Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra (FCDEF) recebeu, ontem de manhã, uma verdadeira “constelação de estrelas” da canoagem nacional. Fernando Pimenta, João Ribeiro, Messias Batista, Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha “visitaram” o Laboratório Integrado, no Pavilhão 3 do Estádio Universitário de Coimbra, para realizar uma sessão de avaliação e controlo do treino, algo que acontece regularmente numa ligação estreia e profícua entre a FCDEF e a Federação Portuguesa de Canoagem que dura há vários anos.
Os canoístas em questão, responsáveis por grandes conquistas europeias, mundiais e olímpicas, estão a iniciar mais uma temporada integrada na preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, estiveram acompanhados pelo treinador Rui Fernandes e foram avaliados pelos docentes e investigadores da FCDEF, Amândio Santos e Beatriz Gomes.
«Estamos a fazer mais uma sessão de avaliação em que os atletas estão sujeitos a vários testes, vimos os níveis de hidratação a que estão sujeitos, se os hábitos hídricos se são os ideais ou não. Depois passamos para a composição corporal, saber a percentagem de gordura, massa magra, se estão a perder ou a ganhar músculo. E a partir daí vamos para uma avaliação metabólica, ver os consumos máximos de oxigénio, ver as produções de ácido lático para saber em que vias energéticas é que eles estão a assentar o seu trabalho e dar estes dados aos treinadores para poderem depois escolher com muito rigor as zonas de treino ideais para aquilo que pretendem melhorar nesta fase do ano. É crucial ter dados precisos para que depois o treino possa incidir nas zonas de treino certas», explicou Amândio Santos que no seu entender «estes testes só fazem sentido se tiverem uma periodicidade e uma regularidade, porque os atletas vão melhorando e estes parâmetros vão se adaptando e as intensidades de esforço vão acompanhando essas melhorias».
Corpo levado ao limite
Fernando Pimenta não escondeu que se submeteu a um exigente teste, mas que é necessário para conseguir um melhor desempenho nas provas que estão aí à porta. «Não digo que o teste me tire a noite anterior de sono, porque já estou habituado, mas são testes em que levamos literalmente o corpo ao limite. É algo que com frequência fazemos, pois levamos o nosso corpo a um desgaste extremo e quando se fala de atletas de alta competição do nosso nível digamos que isto é uma profissão de 24 horas. São testes bastante rigorosos e muito importantes. Queremos diariamente superar-nos e conseguirmos chegar às principais competições ao nosso melhor nível», assumiu o canoísta multimedalhado que falou ainda sobre a nova temporada: «A preparação começou há cerca de um mês, já fizemos um ano após os Jogos Olímpicos de Paris. Foi um ano bastante positivo em termos pessoais, mas também a nível coletivo para a equipa nacional com vários títulos europeus e mundiais. Estamos a iniciar a nova época que em 2026 que vai ter em junho o Campeonato da Europa em Montemor-o-Velho e no final de agosto o Campeonato do Mundo em Poznan (Polónia). Está a correr tudo dentro da normalidade».
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