
Na ULS de Coimbra nascem cerca de 500 bebés prematuros por ano
A Aurora e a Benedita nasceram na Maternidade Bissaya Barreto no dia 20 de setembro às 34 semanas e um dia de gestação, mas apenas tiveram alta a 13 de outubro. As pequeninas regressaram ontem à maternidade na companhia da mãe, Marta Batista, para celebrar o Dia Mundial da Prematuridade e agradecer também a toda a equipa que, ao longo dos mais de 20 dias de internamento das bebés, ajudaram a tornar menos difícil a angústia de regressar a casa sem as meninas.
«Foi muito difícil», conta Marta Batista, de 26 anos, que ontem fez questão de visitar a exposição que a Associação dos Bissaynhos - Nascidos Antes do Tempo preparou para assinalar o dia. Agora, com quase dois meses, Aurora e Benedita «estão ótimas», mas toda a gravidez foi «muito difícil, com muitos percalços».
«Estive internada 15 dias antes delas nascerem. Fomos a casa uma semana e meia, viemos fazer uma ecografia e já não saímos de cá», conta Marta Batista, a viver em pleno a alegria de ver crescer as filhas saudáveis.
Em Portugal nascem mais de seis mil bebés prematuros por ano e, na Unidade Local de Saúde de Coimbra, aproximadamente, 500, «dos quais cerca de 2,1% são extremamente prematuros (idade gestacional menos que 32 semanas», adianta Gabriela Mimoso, neonatologista da Maternidade Bissaya Barreto.
O Dia Mundial da Prematuridade, assinalado todos os anos a 17 de novembro, alcançou, em 2015, «um marco histórico»: a Organização Mundial da Saúde reconheceu oficialmente a prematuridade como um problema de dimensão global e destacou a urgência de tratar o nascimento prematuro como uma prioridade de saúde pública em todo o mundo.











