
Fundo de Ação Social é “projeto de que os estudantes precisam”
A partir de ontem estão abertas as candidaturas para o ano letivo de 2025/2026 do Fundo de Ação Social António Luís Gomes.
No ano passado foram reunidos cerca de 60 mil euros em bolsas, o que conseguiu ajudar 76 estudantes, dos 200 candidatos, superando os 27 estudantes ajudados do ano letivo de 2023/2024.
Carlos Magalhães, presidente da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/ /AAC), explica que «este fundo tem vindo a ajudar cada vez mais estudantes nacionais e internacionais para que consigam completar os ciclos de estudo».
O dirigente associativo salienta que «o apoio não abrange só os estudantes do primeiro ciclo académico, mas também os estudantes de doutoramento».
O reitor da Universidade de Coimbra (UC), Amílcar Falcão, complementa que «este fundo quando foi lançado tinha este propósito de ajudar os nossos estudantes, independentemente do ciclo de estudos».
«Este fundo foi criado pela AAC, mas tem uma gestão em conjunto com os Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC), de forma a existir transparência, assim como dar uma ajuda à mesma», explica o reitor da UC.
Para Amílcar Falcão, este fundo tem especial importância devido ao facto de «apoiar estudantes estrangeiros, o que não acontece nos apoios atribuídos pelos Serviços de Ação Social da UC, por imposição legal».
O coordenador geral da Queima das Fitas, Carlos Míssel, elucida que o envolvimento da festa estudantil para o fundo insere-se no «Dia do Antigo Estudante», que encerra o evento.
Este dia acontece desde a Queima de 2023, sendo «um orgulho conseguir contribuir para esta causa social», afirma o coordenador. «A edição do Dia do Antigo Estudante de 2025 gerou 37 248 euros para o fundo deste ano», anuncia Carlos Míssel.
O reitor, que em 2027 não se pode recandidatar, deseja que quem o suceder no cargo «não abandone o projeto e que daqui a 10, 15 ou 20 anos, este faça parte de uma tradição da própria UC».
Até porque o Fundo de Ação Social António Luís Gomes é «um projeto de que a Universidade precisa, de que os estudantes precisam», afirma Amílcar Falcão.
Carlos Magalhães felicita o facto do fundo estar a crescer ao longo dos anos, esperando que «continue a crescer, mas que acima de tudo também deve haja uma profissionalização, de forma a este ser mais robusto e eficaz».
Leonardo Vicente, Administrador dos Serviços de Ação Social da UC, clarifica que «o financiamento do fundo resulta de uma parte do lucro da Queima das Fitas e outra parte da vem da AAC, não esquecendo que a UC ajuda financeiramente estas duas entidades», contribuindo indiretamente para o fundo.
Carlos Magalhães relembra que «no dia 11 de abril existiu um “crowfunding”, no valor de 10 mil euros, de forma a angariar dinheiro para o fundo».










