
Coimbra e Região têm na gastronomia o “motor da dinâmica regional”
A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, apontou ontem o Coimbra Região Gastronómica como «um verdadeiro motor da dinâmica regional» e um «catalisador e símbolo de confiança na qualidade e na riqueza da gastronomia da região», mostrando-se, por isso, particularmente orgulhosa, por ver o município de Coimbra como parceiro deste evento, a decorrer até amanhã no Convento São Francisco.
Falando na sessão de abertura, Ana Abrunhosa elogiou «o empreendedorismo, a teimosia, a crença, a capacidade de não desistir do potencial do nosso território», de Bruno Vale, Hugo Francisco e Paulo Queirós, três empresários de Coimbra que, pelo segundo ano consecutivo, fazem do Convento São Francisco o “epicentro” da promoção da gastronomia da região, e, com ela, «a nossa cultura e a nossa identidade», com impacto no turismo e também na sazonalidade da procura turística.
Para Ana Abrunhosa, esta articulação entre «o tecido produtivo», representado nas empresas que organizam o evento, mas também nos parceiros e patrocinadores, assim como também os produtores, e o setor público será a «chave para o sucesso» da afirmação de Coimbra e da região.
«Todos ganhamos. Coimbra ganha, a região ganha, ganhamos escala, ganhamos capacidade de execução e ganhamos sobretudo numa coisa que não nos deve faltar, que é ambição», afirmou a presidente da Câmara de Coimbra-
"Gastronomia é mais do que um ato de comer. É precisamente o que nos diferencia de outros destinos, é a nossa identidade"
Palavras acompanhadas pelas de Anabela Freitas, vice-presidente da Turismo do Centro, que começou, precisamente, por enaltecer «todos os privados que tiveram a ideia de promover» o Coimbra Região Gastronómica e que «desafiaram o poder público» a acompanhá-los. «O Turismo só tem efetivamente a sua função de contribuir para aquilo que é a coesão territorial, neste caso, da Região de Coimbra, se reunir todos e se existir um alinhamento daquilo que são as estratégias de turismo».
O Coimbra Região Gastronómica é disso exemplo, ao «reunir os produtores, ao realçar as cadeias curtas de comércio, os nossos chefs, os nossos alunos, que estão a confecionar com produtos de produtores locais», disse, sem dúvidas que está «a contribuir para aumentar o valor do turismo e da gastronomia» da região.
«Gastronomia é mais do que um ato de comer. É precisamente o que nos diferencia de outros destinos, é a nossa identidade», aponta Anabela Freitas, completando aquela que já tinha sido uma ideia desenvolvida por Ricardo Cruz, presidente de Câmara de Tábua e vice-presidente da CIM Região de Coimbra, que apontou a gastronomia como «história, património, identidade, a alma viva dos 19 municípios da CIM e o seu maior cartão de visita».
«Este evento não só honra o nosso património gastronómico, como cumpre uma missão vital de dinamização das economias locais, de combate à sazonalidade turística e alicerce de um futuro próspero e competitivo», continuou Ricardo Cruz. Na sessão participou também José Luís Marques, diretor da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, parceira do evento, que enalteceu a iniciativa e alertou para a necessidade de qualificação dos profissionais do setor.|
919 mil turistas e crescimento acima da média
Ricardo Cruz considerou que «a aposta [da região de Coimbra] na gastronomia» tem sido, nos últimos anos, «o motor do desenvolvimento económico e da atração turística» no território da CIM, que em 2021 foi distinguida como Região Europeia de Gastronomia. De acordo com o vice-presidente daquela Comunidade Intermunicipal, tal reflete-se num crescimento «notável» de 8% em 2024, o que representa uma procura por mais de 919 mil turistas durante todo o ano passado que se hospedaram na região de Coimbra, o que representa um crescimento de 4,2% acima da média nacional. |
“Vamos levar a Região de Coimbra para o mundo”
«Vamos levar a Região de Coimbra para o mundo, promover o melhor que temos, que é a nossa gastronomia, os nossos vinhos, o nosso turismo e a nossa cultura».
Palavras de Hugo Francisco, um dos “rostos” da Coimbra Região Gastronómica, recordando a ideia, nascida há dois anos, de organizar um evento que possa ser «uma montra» do melhor da gastronomia da região. «Uma loucura» que se transformou num «evento âncora» que a organização quer que se afirme para a «valorização dos produtos, das pessoas e dos locais da região de Coimbra», disse Paulo Queirós, outros dos organizadores do evento, partilhando a sua satisfação «pela adesão» dos produtores e outros parceiros ao evento, «num esforço fantástico» de promover a região.
«Este é um evento que se quer assumir já como um evento de referência a nível regional e nacional e que pretende ser o motor de arranque para que Coimbra e a região de Coimbra se transformem num destino de excelência gastronómica», resumiu o responsável, durante a sessão de abertura. Na mesma cerimónia participou Cederico Tomás, responsável pela Makro Coimbra, principal patrocinador do Coimbra Região Gastronómica, pelo segundo ano consecutivo, elogiando a iniciativa por ser «uma montra de talento, inovação e tradição e, acima de tudo, um ponto de encontro de todos quantos partilham a mesma paixão pela arte de bem servir, de bem cozinhar e de bem receber».
O Coimbra Região Gastronómica decorre até amanhã no Convento São Francisco, com um programa diversificado











