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Unidade de Cuidados Integrados deverá ser realidade em 2026

Projeto da AFMP está a transformar Casa Nossa Senhora do Rosário, em Tavarede, num serviço de internamento com capacidade para 53 camas e num hospital de dia com 30 lugares

A Associação Fernão Mendes Pinto (AFMP) está a transformar a Casa Nossa Senhora do Rosário, situada na Rua José Silva Ribeiro, em Tavarede, numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados. Com a empreitada iniciada em junho passado, as obras de remodelação e de ampliação do edifício vão permitir a criação de um serviço de internamento com capacidade para 53 camas destinadas a várias tipologias destes cuidados. Além disso, irá dispor de uma valência de Unidade de Dia e Promoção de Autonomia (UDPA) com 30 lugares. O projeto deverá ser uma realidade em finais de junho de 2026.

Aprovada a candidatura ao Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), a intervenção na unidade de internamento representa um investimento total superior a três milhões de euros, sendo mais de dois milhões financiados pelo PRR. Já a empreitada da UDPA tem um custo de 757.908 mil euros, contando com 547.908 mil euros de apoio do programa. Recorde-se que o imóvel foi adquirido pela AFMP em 2020 e só em abril deste ano esta instituição particular de solidariedade social recebeu a confirmação do Governo para integrar a rede nacional de internamento de cuidados continuados integrados, sendo o contrato assinado em Lisboa no dia 17 desse mês.

Em declarações ao Diário de Coimbra, Carlos Rodrigues, presidente da direção da AFMP, afirma que a criação desta unidade «vai melhorar os ganhos em saúde» da população, não só a nível local, mas também a nível nacional. Isto porque, sustenta, «vai aumentar a capacidade de resposta da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI)» e, por conseguinte, «diminuir os tempos de espera de referenciação e de admissão na RNCCI». De acordo com o responsável, a implementação deste serviço na Figueira da Foz permitirá, assim, «aumentar a coesão nacional em termos de oferta destes cuidados».

A associação explica ainda que com a disponibilização destes novos lugares para acolher doentes se pretende «contribuir para aquilo que é, atualmente, exigido à RNCCI, e que já deveria ter sido posto em prática, que é ter a capacidade de olhar para cada utente isoladamente e valorizar sobretudo a sua qualidade de vida e dos seus familiares através de oferta de cuidados de proximidade devidamente integrado com os restantes níveis de cuidados».

Até porque, justifica a AFMP, «o aumento da complexidade das doenças crónicas com elevados níveis de dependência tem vindo a gerar crescente pressão nos Cuidados Continuados Integrados, exigindo mudanças na sua abordagem para um leque alargado assistencial que proporcionem à população cuidados adequados e em tempo útil». 

Novembro 13, 2025 . 08:50

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