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Festival traz até ao público o melhor do cinema português

Dos grandes realizadores portugueses aos jovens cineastas, o Festival do Caminhos do Cinema Português realiza-se de 15 a 22 de novembro

O Festival Caminhos do Cinema Português continua a ser uma porta aberta às criações cinematográficas portuguesas. Foram mais de 700 propostas recebidas pela organização e um trabalho redobrado em analisar e selecionar as obras que merecem palco num festival que terá centenas de filmes em exibição, em diferentes salas e que se estende além das fronteiras da cidade de Coimbra. «Não há uma temática que os Caminhos possam definir, porque aquilo que procuramos é ter uma representatividade geral do cinema português - documentário, ficção e animação - e tentamos responder a partir das propostas que nos chegam», começou por explicar Tiago Santos, organizador do Festival Caminhos do Cinema Português, em conversa com o Diário de Coimbra. Face às propostas recebidas, Tiago Santos não tem dúvidas que «há muita atividade de produção de cinema em Portugal», nomeadamente de jovens que concorrem ao festival na categoria “Seleção Ensaios”. «Esta é uma seleção muito importante porque nos permite destacar quais poderão ser os principais realizadores das próximas gerações», salientou.

Na seleção Caminhos, o público pode encontrar aquelas que são as obras que espelham a montra de produção nacional, como o novo filme de António Ferreira “A Memória do Cheiro das Coisas”, como “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho” ou ainda “Vultuosos Cumes”, de Diogo Salgado, «jovem de Coimbra que já participou na seleção Ensaios em anos anteriores.

Festival pretende ser um espaço de exibição das criações portugueses e promover o contacto entre o público e as criações

A par disso, no festival há ainda espaço para os filmes internacionais que este ano todos eles se tratam de coproduções portuguesas e para criações “fora da caixa” que desafiam a linguagem cinematográfica. «Teremos uma seleção fortíssima onde cabem Rita Azevedo Gomes, Salomé Lamas e João Botelho e para nós é relevante porque conseguimos ter uma seleção em que temos filmes que gostaríamos ver ver em exibição, mas que seriam difíceis de colocar numa programação normal».

Na programação do Caminhos do Cinema Português o público pode ainda descobrir criações onde o medo, o terror e o erotismo desafiam o espetador a assistir a uma seleção de cerca de 20 filmes.

Como um dos objetivos do festival é aproximar o público ao cinema, haverá sessões com os realizadores, workshops e “masterclasses” ao longo dos dias do festival.

A cerimónia de encerramento vai decorrer no dia 22 de novembro, no Convento São Francisco, e contempla um dos momentos mais esperados do festival que será a entrega de prémios às melhores criações.

Desde o Estúdio 1, nas Galerias Avenida, à Casa do Cinema, passando pelo Teatro Académico Gil Vicente ou ainda pelo auditório Salgado Zenha, o festival pretende mostrar uma montra completa, eclética e diversificada dos trabalhos cinematográficos portugueses.

E qual é o papel das mulheres no cinema?

Integrado na programação do Festival Caminhos do Cinema Português, o estúdio 1, nas Galerias Avenida vão acolher a exposição “Nem Musa, nem Sombra” que pretende ser uma reflexão sobre a questão da presença do feminino no cinema português. «É uma exposição que visa alertar e consciencializar para um papel mais invisível, sobretudo, de cargos técnicos e artísticos», realçou Tiago Santos. «Foi uma escolha nossa porque sentimos que numa altura em que se promovem vozes a favor de outros tempos e menos tolerante, é preciso destacar que as mulheres têm um papel tão importante como outro género e mostrar que o importante é o trabalho de equipa».

Cine Teatro Messias
Cineteatro Messias

Mealhada e Penacova vão receber 63 sessões

À semelhança das edições anteriores, o festival sai da cidade e leva até à Mealhada e até Penacova uma seleção de filmes

Um dos objetivos do Festival Caminhos do Cinema Português, nos últimos anos, é o de dar oportunidade a públicos fora do centro urbano de Coimbra puderem usufruir das obras em exibição. Nesse sentido, a organização tem levado uma seleção de filmes até ao Auditório Municipal de Penacova e ao Cineteatro Messias, na Mealhada direcionada a um público mais jovens, com sessões para escolas, e outras sessões dirigidas ao público em geral. «Isto permite-nos alargar a presença geográfica do festival, não da perspetiva quantitativa, mas sim qualitativa», explicou Tiago Santos, destacando a «oportunidade de levar filmes da produção portuguesa em várias salas do cinema».

E por que não levar estas sessões a mais municípios da região? Tiago Santos assegura que a presença do festival «depende da recetividade por parte dos municípios», contudo, o desejo é de ver alargado a outros municípios esta dinâmica durante o festival. «É uma questão que queremos muito trabalhar, numa perspetiva dos filmes serem exibidos em várias salas, porque o que faz falta em Portugal é haver salas de cinema que tenham uma programação cuidada e que forme os espetadores», realçou.

Em Penacova, haverá sessões nos dias 15, 16, 18, 21 e 22, com perto de 30 filmes exibidos. No caso da Mealhada, haverá sessões no dia 19 e 20, com perto de 20 filmes selecionados.

Este ano, o festival estende-se até ao Cine-Teatro Turim, na freguesia de Benfica, Lisboa, que também aceitou o desafio de acolher sessões de cinema durante os dias em que vai decorrer o festival. «Lançamos o repto a qualquer município ou entidade que mais do que nos receber queira trabalhar connosco, porque só assim é que faz sentido».

Novembro 13, 2025 . 10:30

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