Areaclientedc
Última Hora
Pub Dc Aecoimbra 20260528
Pub Dc Rfm Somnii 20260527
Legua Dc
Pub

“Pequeno caos bom” serviu para dar nova vida aos canteiros do Polo I

Com o intuito de fazer “renascer” os canteiros abandonados pela cidade, a Jardim Monte Formoso deu ontem um novo “espaço verde” ao “corredor” de ligação dos Departamentos de Física e Química, “cinzentos” há quase 20 anos

Os Departamentos de Física e Química do Polo I da Universidade de Coimbra ficaram, ontem, mais verdes. Com o apoio da Jardim de Monte Formoso, da própria universidade, mais de 100 voluntários uniram-se para concretizar um “sonho” de há muito tempo: revitalizar os canteiros do Polo I.

«Estão abandonados há 20 anos», referiu Catarina Maia, coordenadora do projeto e da Jardim de Monte Formoso. Porém, a bem dizer, os canteiros em questão sofreram uma intervenção em 2013, ainda antes da Universidade de Coimbra se tornar Património da UNESCO. Uma feliz coincidência que, mesmo assim, não chegou para que os trabalhos de recuperação dessem “frutos”.

«É difícil manter as coisas saudáveis, mas queremos fazer um esforço extra para que continue tudo bonito e saudável», revela Catarina Maia. A coordenadora explica que, desta vez, o objetivo não será só plantar, mas sim criar «grupos de trabalho» que vão «duas vezes por semana ao seu canteiro regar e tratar dele». «Sabemos das condições climáticas do espaço, há canteiros que apanham luz e chuva diretamente, outros nem tanto, por isso escolhemos o melhor método e as melhores plantas para este tipo de espaço e adaptámos a cada canteiro».

Uma das causas que mais preocupa sobre o futuro dos canteiros é a “boémia” que por vezes leva a vandalismos e a “faltas de respeito”

Deste modo, as espécies alocadas são primulas, viúvas, murta, erva-benta-dos-bosques, lírio-amarelo, lírio-de-poupa, torga, milefólio, gilbardeira, poejo, pascoinhas, verbena, roselha-grande, roselha, macela real, sargaço, alecrim rasteiro e folhado, sob um método de plantação que envolve o uso de várias “ollas”. «Este é um método milenar. As ollas são feitas por um material muito poroso, ou seja, facilita a infiltração de água e ajuda as plantas a desenvolverem-se», explica a especialista. Este método permite, também, diminuir as regas semanais para apenas duas.

A vice-reitora da UC, Patrícia Pereira da Silva também pôs “mãos à obra” e ajudou no projeto: «Temos aqui estudantes, corpo técnico, professores e pessoas que não são da UC a trabalhar para revitalizar estes canteiros. É importante ver as pessoas, a comunidade, unida e sensibilizada para a necessidade de termos plantas e de cuidarmos deste espaço».

O espaço tem, agora, uma nova particularidade. «Queremos fazer daqui destes canteiros um “viveiro” para os insetos. Vamos começar a nossa contagem agora, a partir do zero, e vamos perceber que espécies e quantos insetos passam por aqui» conta Catarina Maia.

Dos voluntários presentes, alguns fizeram-se acompanhar da sua família, dos mais velhos aos mais pequenos, e identificaram que era «importante fazer estes momentos, estas causas e trazer as crianças para elas perceberem as causas e sujarem as mãos».

Novembro 9, 2025 . 09:20

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
95 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right