
Requalificação da Rua da Liberdade é “extremamente necessária”
O projeto para execução da empreitada de requalificação da Rua da Liberdade, próxima ao Bairro Novo, foi aprovado por unanimidade durante a reunião camarária de ontem, para ser posteriormente submetida à Assembleia Municipal. Pedro Santana Lopes afirmou ser uma «obra pesada», visto que terá consequências para o normal funcionamento no dia-a-dia das pessoas, mas que é «extremamente necessária» para a cidade. «Para além da necessidade de reparação do piso, havia a questão da galeria em que poderia haver cedências. Por questões de segurança, tem que passar à frente de quaisquer outras», justificou o presidente figueirense, asseverando que «estas são as obras que dão mais satisfação, pois são aquelas que cuidam do futuro».
«Além do colapso na galeria, vamos evitar mais infiltração numa área muito significativa», alertou, por seu turno, João Damasceno. De acordo com o diretor geral da Águas da Figueira, este projeto é antigo e esta é a «altura certa» de se tratar do espaço público, nomeadamente, da superfície e do subsolo. Com um prazo de execução de 12 meses e um investimento de 922.566,47 euros, o projeto realizado pela empresa Anorte pretende fazer a separação das águas residuais e das águas pluviais.
«No caso do saneamento, vamos instalar um coletor desde a Rua São João de Deus até ao fim da Rua da Liberdade, separando 66 ramais domésticos diretamente para a ETAR. Relativamente à rede pluvial, começa na Escola do Viso, vai até ao cruzamento da Rua Eng. Silva e segue até à rotunda Nélson Mandela, onde depois vai intercetar um emissário pluvial que atravessa a avenida e descarrega a água pluvial diretamente no rio. Acresce-se aos 66 ramais mais 22 sarjetas. Nós, a Águas da Figueira, faremos a parte dos afluentes domésticos, enquanto a Câmara fará a parte pluvial», explicou João Damasceno.
João Paulo Rodrigues congratulou-se com a obra, «porque tudo aquilo que seja ao nível da regeneração urbana é importante». Porém, lamentou que a oposição não tenha tido acesso ao layout a fim de «perceber melhor» de que forma irá ser executada a obra. O vereador do PS questionou, por exemplo, o que irá acontecer com as árvores de grande porte que compõem a Rua da Liberdade, mas João Damasceno garantiu que, de acordo com o projeto, «não há necessidade de mexer nas árvores».
Por seu turno, Rui Carvalheiro, também da bancada socialista, deixou a sugestão de futuro se optar por árvores de raiz aprumada, tendo em conta que as atuais «conflituam com os peões» ao provocarem deformidades no passeio.











