
Hóquei em patins só como adepto e uma grande escola no basquetebol
A primeira experiência no hóquei em patins nem foi positiva. Quer recordar-nos essa história?
Um dia estamos num treino de hóquei em Moçambique e estamos 10 miúdos. Há um deles que já era guarda-redes e era preciso outro para fazermos um jogo. O Vasco Vaz diz que eu já era guarda-redes na escola tanto no futebol e como no andebol. E o treinador mandou-me para a baliza. Fui para a baliza e tinha um grande senhor como treinador e um grande guarda-redes, era o pai do Fernando Adrião, que foi um dos grandes jogadores do campo. Eu não queria estar de cócoras, mas ele estava sempre a chamar-me à atenção. O meu pai foi-me buscar assim e eu disse que nunca mais queria saber do hóquei. Disse mesmo que tinha perdido uma hora de praia. Então tinha um primo que jogava basquetebol, do outro lado da rua e eu fui jogar também.
Mas o hóquei era modalidade querida na sua família...
Todas as semanas, duas vezes, com os meus pais, íamos ver hóquei em patins. Aquilo era uma doutrina em Lourenço Marques. Nunca falhei uma partida de hóquei e os meus pais, na altura, receberam um ramo de flores por estarem 12 anos sem falhar um jogo. E ao lado tinham um casal que comemorava 25 anos. Eram dois casais que ficavam sempre sentados no mesmo sítio, já ninguém os ocupava.
E uma longa ligação ao basquetebol...
Verdade. Comecei a jogar e venho fazer três anos aqui a Coimbra e apanhei na chamada terceira classe na Escola do Magistério Primário, o professor Alberto Martins e ele levou-me ao D. Duarte para jogar minibasquete. Regressei a Moçambique e comecei a levar as coisas mais a sério. Continuei a ver o hóquei, mas não ia jogar que não queria ir à baliza.
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