
“Os títulos dão um sentimento e um sabor a dever cumprido”
Diário de Coimbra Está desde 2022 no OH Sports e com três títulos nacionais já amealhados. A que sabem estas conquistas?
António Gaspar Era para ficar apenas um ano. Costumo dizer que já passou. Há uma pessoa que eu prezo muito em Oliveira do Hospital que nos momentos da vitória diz-me sempre que não me vê aos saltos. Eu respondo que já estou a pensar no próximo. Os títulos dão um sentimento e um sabor a dever cumprido. Se fizermos as coisas bem, os títulos são uma consequência e posso dizer que o título de Sub-23 do ano passado foi o 27.º que conquistei em termos nacionais e internacionais só no hóquei. Tinha já subidas da 2.ª para a 1.ª Divisão e nunca da 3.ª para a 2.ª e consegui também. Eu nunca prometi nenhum título, mas sim trabalho e explorar ao máximo aquilo que os jogadores têm para dar à equipa e as coisas estão a resultar.
Como surgiu hipótese de orientar o OH Sports?
Estava ainda em Angola quando soube que vinham jogadores angolanos para cá, para Oliveira do Hospital, e tive de vir cá ver as condições em que iriam ficar. Muitas vezes há promessas e depois não é bem assim. Vim ver tudo com o Jorge Gouveia, mostrou-me as instalações e tudo mais, eu disse-lhes as características dos jogadores e sempre que vinha cá, ia ver um jogo, ainda do FC Oliveira do Hospital. Um dia fui ver um jogo à Memória, com o Águias e no final questionei o Jorge como é que aquela equipa estava em 10.º. Eles pelos vistos já tinham falado e pediu-me ajuda. Foi no dia 3 de abril de 2022. O que o Jorge me disse é que já tinham decidido mudar o treinador. Pediu ajuda para encontrar uma solução para iniciar a época seguinte e eu perguntei se me podia colocar na fila. Fiz uns apontamentos, terminou o último jogo da época e ficou aí assente que nem eu procurava nenhum clube, nem ele um treinador. Fiz um caderno com as diretrizes e que ainda hoje lá está e as coisas têm sido feitas.
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