
Gatinho aventureiro viaja mais de 50 quilómetros "escondido" no carro
É caso para dizer que um gato bebé que terá nascido no concelho de Águeda escolheu viver em Coimbra, mais precisamente em Santa Clara, com a pequena Alice de apenas cinco anos. Mesmo que essa escolha o tenha levado a "arriscar tudo" e percorrer mais de 50 quilómetros possivelmente no motor do carro onde viajava Alice com a mãe Ana Rita Melo. É uma história com final feliz mas que convém voltar atrás e contar como tudo começou.
No sábado passado, Dia de Todos os Santos, Ana Rita Melo - natural de Óis da Ribeira, Águeda, mas a residir em Coimbra com a sua família - foi à sua terra natal, juntamente com duas das suas irmãs e a filha, para participar nas cerimónias religiosas. O carro ficou parado perto da casa dos seus pais, tendo sido aí que viram «pela primeira vez, o gato pardo, de olhos verdes, muito pequenino», relatou. «Uma das minhas irmãs», prosseguiu, «apercebeu-se que ele tinha entrado para o carro e, por isso, procurámo-lo, mas sem sucesso». Também buzinaram «para ver se fugia», acabando «por pensar que sim, que ele tinha fugido com tanto barulho».
Porém, contrariamente ao que todos pensavam, o gatinho, que ainda não tem nome, viajou “escondido” sem que ninguém desse por isso. «Quando chegámos [a casa, em Santa Clara], estacionámos, e a minha filha, mal viu o pai (que não tinha ido connosco, porque tinha ficado a trabalhar), começou logo a contar-lhe a história», disse Ana Rita Melo, acrescentando que foi o marido que, «ao estacionar o carro dele, deu conta que o gato estava lá debaixo».
Família, já com dois cães, vai ficar com o gato
Para Ana Rita Melo de 44 anos e assistente pessoal de uma pessoa portadora de deficiência visual, não esconde a admiração de como que é que o gato «ao fim de mais de 50 quilómetros» sobreviveu «sem um único arranhão». «Teve muita sorte e é porque já tinha de ser. É o destino», afirmou, confidenciando-nos que a filha já andava a pedir um gato há algum tempo, e por isso este pequeno aventureiro vai ficar na família que tem dois cães e já teve um gato que morreu com 18 anos. «Se não aparecer alguém a reclamá-lo [em Óis da Ribeira, onde deu indicações ao pai para estar atento para ver se aparecia alguma pessoa à sua procura], vamos ficar com ele».
Felismina ou Júnior, eis a questão
A ida ao veterinário no próximo fim de semana vai ajudar a perceber se é um gatinho ou uma gatinha. Porém os nomes já estão escolhidos: «se for macho, vamos pôr-lhe o nome de Júnior. Se for fêmea, Felismina», avança Ana Rita Melo.









