
“Em 2050 número de pessoas com demência vai triplicar”
«Em 2050 o número de pessoas com demência vai triplicar». A afirmação partiu de Rosa Cândida Melo na sua intervenção no II Encontro de Cuidadores Informais que decorreu hoje, com a coordenadora do projeto “C2C - Capacitar para cuidar” a sublinhar a necessidade de a sociedade se «preparar para esta realidade», uma vez que «as respostas são escassas». Mediante esta problemática, a responsável considera determinante «aprender como lidar e cuidar».
Nesse sentido, reconhece, os propósitos do C2C passam por «reduzir a institucionalização precoce e criar condições para que as pessoas com demência permaneçam mais tempo no seu ambiente familiar». Por outro lado, «entre as principais necessidades identificadas» por aquela amostra de pessoas cuidadoras de familiares com diminuição do desempenho cognitivo e comportamental, «destacam-se a compreensão dos sinais e sintomas da demência», as «estratégias para lidar com comportamentos desafiantes» e um «maior acesso a informação sobre apoios disponíveis».
Conceição Bento, por seu turno, adiantou que no «processo de vida todos cuidam de si próprios e dos outros, sejam eles familiares ou não». «Nós humanos cuidamos uns dos outros», referiu a docente. «O SNS responde a pessoas que vivem cada vez mais anos, por isso, é preciso reorganizá-lo para obter uma melhor resposta. O atual modelo terá, necessariamente, de ser alterado», vincou.
Relativamente ao “Capacitar para Cuidar”, Conceição Bento considerou ser «um projeto de profissionais e cidadãos», uma vez que é «um problema da sociedade onde as soluções terão de ser encontradas em conjunto».












