
Uma em cada 10 pessoas vive luto prolongado
Uma em cada 10 pessoas experiencia um luto prolongado, com o risco a aumentar para uma em cada cinco pessoas em situações em que o luto resulta de uma morte súbita ou traumática, perda de filhos ou cônjuges ou em pessoas com histórico prévio de problemas de saúde psicológica e/ou sem apoio social.
«O luto prolongado é reconhecido como um problema de Saúde Psicológica», adverte a Ordem dos Psicólogos Portugueses, alertando para «um conjunto de sinais e sintomas que comprometem o funcionamento diário, bem-estar e qualidade de vida»: incapacidade de reorganizar as relações familiares, de amizade ou de trabalho e outras atividades que antes eram prazerosas; sensação de vazio e/ou de ausência de propósito; negar ou recusar-se a admitir que a pessoa morreu; culpa, raiva ou tristeza profunda; comportamentos auto-lesivos; consumo de substâncias ou incapacidade de falar da pessoa que morreu ou da perda.
Nas crianças, aconselha a Ordem dos Psicólogos Portugueses, importa estar atentos a sinais e sintomas, como o «perguntar insistentemente pelo regresso da pessoa que morreu», comportamentos regressivos, preocupação constante com a segurança ou bem-estar dos pais e outros cuidadores, que gera ansiedade de separação, para além de brincadeiras relacionadas com temas da morte e tristeza profunda e apatia.
Estas situações, adianta a Ordem dos Psicólogos Portugueses, «podem exigir acompanhamento psicológico», uma vez que «as pessoas com luto prolongado têm um risco aumentado de depressão, perturbação de stress pós-traumático ou mesmo de suicídio».
«Quando o sofrimento provocado pela perda é esmagador e/ou interfere com o nosso dia-a-dia, procurar ajuda psicológica pode ser um passo importante para encontrar alívio e fazer um luto saudável», acrescenta a OPP, aconselhando que, em situação de crise, ligar para o Serviço de Aconselhamento Psicológico da Linha SNS 24 (808 24 24 24) pode ser uma ajuda.











