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Hospital dos Covões fecha serviço de urgência

Administração diz que a atividade se resumia a 10 a 15 atendimentos diários “contra” os cerca de 450 nos Hospitais da Universidade de Coimbra

O Serviço de Urgência do Hospital dos Covões foi ontem encerrado. Uma decisão justificada, pela administração da ULS de Coimbra, com a pouca atividade que ali era praticada.

«A Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS de Coimbra) decidiu qualificar a resposta do Serviço de Urgência do Hospital Geral como Centro de Atendimento Clínico (CAC), reforçando a rede de respostas assistenciais de proximidade e promovendo uma maior adequação dos percursos dos utentes aos diferentes níveis de cuidados». A informação foi adiantada ao Diário de Coimbra, em comunicado, após um pedido de esclarecimento sobre o fecho do serviço naquela unidade de saúde.

Na base da decisão, lê-se na informação disponibilizada, está a «análise do perfil de atividade do Serviço de Urgência do Hospital Geral, que registava entre 10 a 15 atendimentos diários, face a uma média de 450 atendimentos por dia no Serviço de Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC)».

Como tal, consideraram os responsáveis da ULS Coimbra, que o desfasamento verificado «evidenciou a necessidade de reorganizar a resposta assistencial, garantindo a melhor utilização dos recursos e uma maior eficiência na resposta fora do horário normal de funcionamento das unidades de cuidados primários».

Após análise, foi considerado que a Urgência do Hospital dos Covões tinha poucos atendimentos

Assim, o novo Centro de Atendimento Clínico do Hospital Geral, que entra hoje em funcionamento, assegura o «atendimento clínico imediato e resolutivo a situações agudas não emergentes», funcionando como uma «resposta complementar e articulada com as unidades de saúde familiar, a Linha SNS24, os cuidados domiciliários e os hospitais». Paralelamente, os HUC «passam a referenciar doentes para este centro, sempre que adequado, assegurando respostas mais rápidas e humanizadas para situações clínicas que não exigem o enquadramento hospitalar de urgência».

De acordo com os responsáveis pela administração da ULS Coimbra, a rede de Centros de Atendimento Clínico (CAC) que possui «constitui um pilar essencial do modelo assistencial integrado da instituição, assegurando que cada cidadão tenha uma porta de entrada adequada ao seu estado clínico e à sua localização geográfica, num quadro de proximidade, continuidade e eficiência». Neste momento, a referida rede é composta pelos CAC dos hospitais Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, do Avelar, em Ansião, Fundação Aurélio Amaro Dinis, em Oliveira do Hospital, Compaixão, Miranda do Corvo e, a partir de agora, Hospital Geral (Covões).

Ontem ainda, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses lamentava este desfecho e dava conta de um e-mail que os enfermeiros daquela unidade de saúde receberam na quinta-feira, onde se podia ler que «por decisão do Conselho de Administração, o serviço de urgência deixará de ter doentes a partir das 20h00». No mesmo documento, os profissionais de enfermagem foram ainda informados que ia ser realizada uma alteração nas escalas de trabalho e que ia também ser solicitado ao segurança de serviço que «encerre as portas às 20h30 e proceda à sua abertura às 7h30». A partir de agora, e segundo informação prestada aos enfermeiros, «as inscrições dos doentes serão apenas até às 18h00 para permitir que até às 20h00 os doentes estejam observados e com orientação clínica».

Outro CAC vai ser criado

Com o objetivo de reforçar a cobertura no concelho de Coimbra, a ULS de Coimbra prevê ainda a abertura de outro Centro de Atendimento Clínico, destinado a responder às necessidades das populações das duas margens do rio Mondego, consolidando uma rede de respostas assistenciais de proximidade e acessíveis a todos.

Segundo a ULS Coimbra, desde a sua criação, os CAC da ULS de Coimbra já atenderam mais de 12 mil utentes referenciados pela Linha SNS24, «contribuindo significativamente para a redução da afluência às urgências hospitalares (redução de 17% face a igual período do ano anterior) e para uma melhor adequação da resposta às necessidades reais da população».

Novembro 1, 2025 . 07:30

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