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Feira dos Santos preserva tradição de olhos no futuro

Como forma de marcar a “chegada” do outono, a Feira dos Santos, do Mel e da Castanha já é um marco e uma iniciativa que “preserva a memória” dos goienses

É comemorada, de forma oficial, desde 1957, sempre no primeiro dia de novembro, nos seus “primórdios” recordando os que já partiram e os santos celebrados ao longo do ano. Mas a festa coincidia também com o chamado dia da “matança” dos porcos e, com o avançar dos anos, a tradição alterou-se e tornou-se cada vez mais uma festa de produtos endógenos, de que são exemplos o mel e a castanha.

«É importante relembrar que esta festa nos últimos anos ganhou um novo impulso com a mudança de local e isto leva-nos a que, este ano, tenhamos um número recorde de feirantes: 90». Este é um dos destaques, a nível humano, da Feira dos Santos, do Mel e da Castanha para 2025, mencionado por Rui Sampaio, presidente da Câmara Municipal goiense. Para além do recorde, há ainda um conjunto de inaugurações que prometem ser uma alavanca para o turismo de Góis.

O Centro Cycling de Góis é uma das novidades, uma aposta conjunta com o Turismo Centro Portugal. «Queremos aproveitar as rotas que temos, pedestres e cicláveis, e dar estruturas de apoio a quem nos visita para poderem descansar e arranjar o seu equipamento, em caso de falhas» indica o autarca. O presidente conta que nos últimos tempos se percebeu que existia uma oportunidade neste setor que aproveitou. «Percebemos que há interesse da população local e de fora para visitar as nossas rotas e, com este projeto, podemos valorizar ainda mais o território», refere.

Esta valorização conta, ainda, com o 1.º Encontro de Cicloturismo do Vale do Ceira, que faz a sua estreia, mas que em conjunto com o Centro Cycling aparecem como uma «aposta a manter». «Uma construção deste género, um investimento destes, é sempre feito a olhar para o presente e para o futuro. Temos muitos percursos que as pessoas podem explorar e vamos ajudar a tornar isso possível», defende o autarca.

Ainda discursando sobre as inaugurações, o Parque Familiar do Carvalhal será também para usufruir no dia 1 de novembro. «Utilizámos um espaço que não tinha nada, apenas ervas, e criámos um espaço onde crianças, famílias e toda a população pode ir para descontrair. Há equipamentos de vários tipos, como diversões para as crianças, que podem ser usadas todo o ano», explica Rui Sampaio.

Já a feira propriamente dita vai manter os seus moldes habituais, com a valorização do território e dos produtos endógenos, com destaque para o mel e a castanha. «O Pavilhão Gimnodesportivo Municipal deu-nos uma oportunidade de crescer e proteger os feirantes das condições climatéricas, isso foi muito positivo. Teremos espaço para artesanato, gastronomia local, produtos locais, tudo o que é tradicional», explica o autarca. Deste modo, reforça, é uma festa que se mantém «de cariz popular» onde as pessoas se continuam a poder juntar para prestar homenagem aos que já partiram, ver a atuação do rancho folclórico e acabar a tarde com uma torresmada e o magusto tradicional. «É uma feira muito forte, muito humana, que convidamos a que conheçam», apenas. 

Dia preenchido com tradição e várias inaugurações

O Mercado Tradicional para feirantes e vendedores ambulantes na zona exterior ao Pavilhão Gimnodesportivo de Góis abre às 8h00 de sábado e, uma hora depois, já no interior, começa a Feira de Artesanato e Produtos Endógenos. No Parque de Lazer do Baião é inaugurado, às 9h30, o Centro de Cycling de Góis e começa o 1.º Encontro de Cicloturismo do Vale do Ceira. Pelas 11h30, na Costeirinha, é inaugurado o Parque Familiar do Carvalhal.

A Feira dos Santos é inaugurada às 10h00, acompanhada da Academia Intergeracional de Lavores “Agulhar na (f)Eira”, e durante a tarde, na zona da feira, há diversas atuações que animam o recinto, que culminam com a realização da torresmada à moda antiga e do magusto tradicional.

Outubro 30, 2025 . 08:55

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