
MATE atraiu mais de 3.500 pessoas às suas várias propostas culturais
Mais de 3.500 pessoas passaram, entre quinta-feira e domingo, pelo Convento São Francisco, para participar numa ou várias propostas da edição deste ano do MATE - Música, Arte, Tecnologia e Educação.
O facto deste festival estar a afirmar o seu conceito e a atrair, para as suas várias propostas, profissionais das artes, artistas, responsáveis, parceiros e também o público, de todas as idades é, para Eron Quintiliano, o seu mentor, o verdadeiro ponto alto desta edição.
«Esta foi uma edição em que, definitivamente, o MATE se posicionou e reforçou o seu conceito», confirmou, em jeito de balanço, ao Diário de Coimbra, sublinhando o facto de ter contado, nos primeiros dias, com mais cerca de 70 delegados internacionais, provenientes de países como Itália, Brasil, Argentina, Uruguai, Espanha, entre outros.
Todos participaram em «workshops, eventos sobre gestão de carreira ou direitos de autor ou ainda talks», ao mesmo tempo que o público em geral aderia em massa à Feira/Mercado Criativo, à Feira de Discos ou ainda ao Encontro de Luthiers, que inclui uma Jam Session com os instrumentos presentes. Isto já para não falar na presença em Coimbra da viúva e filho de João Donato, considerado uma dos maiores nomes da música brasileira e percursor da Bossa Nova, que participaram num momento de homenagem ao artista, falecido em 2023.
Destaque ainda para a participação dos alunos do Centro TUMO no espaço dedicado à realidade virtual - “Experiência XR” - ou o Tiriscópio, uma caixa, no Claustro do Convento, que levou os visitantes para uma réplica do Teatro Municipal de Burgos.
«Foi um ritmo alucinante», confirmou Eron Quintiliano, sublinhando particularmente a participação «muito surpreendente» do público nos eventos de sábado e domingo, ainda para mais quando, ao contrário do que aconteceu nas edições anteriores, esta edição do MATE não teve, propositadamente, um evento principal na sua programação.
Na primeira edição, foi o caso da presença em Coimbra de António Zambujo e de Yamandu Costa no Grande Auditório do Convento São Francisco. Já no ano passado, com Cine Concerto do filme Central Brasil, com Fernanda Montenegro.
«Este ano, o MATE mostrou que é um evento que vale por ele próprio e que consegue cumprir o seu propósito, que é dar a conhecer artistas emergente, assim como propostas inovadoras nas diferentes áreas», afirmou Eron Quintiliano, congratulando-se por ver o festival que criou em 2016 em Porto Alegre, no Brasil, e que, desde 2023, tenta, através da edição em Coimbra, criar uma ponte com a região Centro e Portugal, numa aproximação ibero-americana que pretende ampliar as conexões culturais entre a Península Ibérica e a América Latina.|
Ponte Coimbra-Porto Alegre reforçada em 2026
Poucas horas após se ter despedido desta edição do festival, Eron Quintiliano já fala com entusiasmo na edição do próximo ano do MATE. Até porque marcará o regresso do evento a Porto Alegre, onde nasceu, em 2016 (faz uma década em 2026), depois de uma forçada paragem devido às graves cheias que assolaram a região no ano passado. «No ano que vem vamos reconectar com Porto Alegre e reforçar a ponte que já existe com Coimbra», garantiu o mentor do festival, avançando com a intenção de trazer a Coimbra (em outubro de 2026) artistas emergentes do Rio Grande do Sul e levar, em novembro de 2026, artistas de Coimbra até ao Brasil para uma grande festa da arte, da tecnologia e da educação em ambas as cidades.
«Alguns dos artistas já estão pensados», confirma o responsável, sublinhando a presença em Coimbra, durante os quatro dias do festival MATE, de vários responsáveis pela área da Cultura do Brasil, com destaque para a secretária do Desenvolvimento Económico, Turismo e Eventos de Porto Alegre ou ainda responsáveis políticos de Rio Grande do Sul e da industria cultural brasileira. «Vai ser um ano de reforço e de reconexão», rematou.|












