
Estação de Coimbra-B “totalmente inacessível a pessoas cegas’
«Nenhum cego consegue entrar» na estação de Coimbra-B, alertou, ontem, José Francisco Caseiro, presidente da Delegação de Coimbra da ACAPO - Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, durante a sessão comemorativa do Dia Internacional da Bengala Branca.
De acordo com o presidente da direção, a estação «está totalmente inacessível a pessoas cegas», devido às obras sucessivas e falta de colocação de pavimento tátil, nomeadamente junto às linhas. «Nada em Coimbra-B está a praticar a inclusão», lamentou, acrescentando ainda que se «esqueceram de tudo».
Em dia de aniversário - o 33.º - também para a delegação de Coimbra da ACAPO, José Francisco Caseiro salientou que a associação continua «a batalhar para melhorar os SMTUC [Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra] a nível de sonorização», quer no interior, quer no exterior dos autocarros.
Em contrapartida, o dirigente da ACAPO aplaude a abertura da Metro Mondego às necessidades das pessoas cegas e com baixa visão. Desde os sinais sonoros nas paragens às estações com a mesma estrutura, passando pelos botões em braille ou o piso tátil que alerta, por exemplo, o limite da paragem, há vários pormenores que a ACAPO destaca.
Aliás, na sede da associação, na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, ainda permanece uma maquete do metrobus que ajuda à exploração do veículo de forma tátil.
A propósito do novo sistema de mobilidade, José Francisco Caseiro atesta «a segurança da viagem» e elogia a postura da MM em acolher «as sugestões» da ACAPO, de que é exemplo a melhoria do acesso junto ao Pingo Doce, destacou.
Na sessão “Parcerias que Incluem”, que pretendeu ser um momento de reflexão e reconhecimento do papel que as parcerias têm desempenhado na promoção da inclusão e autonomia das pessoas cegas ou com baixa visão, houve lugar para testemunhos de diferentes “amigos” da ACAPO.
A Direção-Geral de Serviços Prisionais agradeceu o acolhimento de reclusos na ACAPO em trabalho comunitário, da parte do Jardim Botânico, do Sport Club Conimbricense, da Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra ou do Museu Nacional Machado de Castro há partilhas e ganhos para ambas as partes.











