
“Velhos São Os Trapos” com despedida emotiva “em casa”
«Faz rir, emociona e deixa o coração leve», ao mesmo tempo que se apresenta como «uma homenagem à vida, à memória e à coragem de envelhecer com graça e amor». Assim é a comédia musical “Velhos São Os Trapos”, da companhia Atrapalharte, que, sábado, 18, às 21h30, sobe ao palco pela última vez, depois de 239 espetáculos por todo o país e de ter sido aplaudida por 91.600 espectadores.
«É um número que nos enche de orgulho, mas mais do que isso, é a prova de que o público português se identifica com esta comédia musical que fala com humor e coração sobre a velhice, a amizade e o valor da vida», adianta Diogo Carvalho, o diretor artístico da companhia, que, sábado, faz também a festa do 13.º aniversário de atividade.
A história de “Velhos São Os Trapos”, que estreou a 31 de janeiro de 2020, em Condeixa-a-Nova, no Festival de Teatro Deniz-Jacinto, «começou com uma brincadeira» entre Diogo Carvalho e Saulo Vasconcelos, ator e cantor, que tinha participado no musical argentino “Forever Young”. Ainda houve uma tentativa de trazer essa produção para Portugal, pelo que a opção foi «criar a nossa própria versão, à portuguesa, com o nosso humor, a nossa música e as nossas vivências», recorda Diogo Carvalho, que «tinha o desejo de criar um espetáculo que falasse sobre a velhice, mostrando tanto o lado cómico, como o mais humano e solitário dessa fase da vida».
Nasceu, então, “Velhos São Os Trapos”, que tem percorrido o país, deixando «uma marca de alegria e reflexão».
Mas, como destaca Diogo Carvalho, o espetáculo «é muito mais do que uma comédia musical, é uma celebração da vida, das memórias e dos sonhos que nunca envelhecem». A história, destaca, «gira em torno de dois amigos idosos que passam os dias num centro de dia, sempre debaixo do olhar atento da enfermeira Severa. Mas quando ela se ausenta, os simpáticos seniores revelam-se verdadeiros artistas e aventuram-se num plano absolutamente “infalível”… ou talvez não».
A personagem Severa já foi interpretada por Ana Bandeira, Joana Gomes, Mónica Cadete, Bruna Marques e, mas recentemente, é a cantora Micaela quem lhe dá vida.
No palco do grande auditório do Conservatório de Música de Coimbra estarão Diogo Carvalho e Paulo Ribeiro (os dois amigos seniores), Micaela, Pedro Ferreira ao piano, a que juntam, neste espetáculo número 240, dois bailarinos convidados, Martim Rodrigues e Mariana de Cristo.
«Despedirmo-nos em Coimbra tem um valor muito especial, porque parte de nós é de Coimbra. Foi aqui que muitos dos nossos caminhos artísticos começaram e é aqui que continuamos a criar, a ensaiar e a sonhar», salienta, com o sentimento de que este último “Velhos São Os Trapos” «é como voltar a casa”, num momento de celebração, emoção e muita alegria».











