
Plataforma para mapear lixo marinho disponível ao público
Uma plataforma para mapear o lixo marinho em toda a costa portuguesa vai estar disponível ao público gratuitamente em outubro, com uma «metodologia muito simplificada». A plataforma vai ser oficialmente apresentada da 23 de outubro, num dia de atividades na praia do Relógio, na Figueira da Foz.
«O objetivo deste projeto foi aliar a tecnologia à ciência, de forma a conseguir, através de uma metodologia muito simplificada, angariar voluntários que pudessem auxiliar nessa tarefa de mapeamento de lixo marinho na costa portuguesa», afirmou a coordenadora da plataforma Lixo Marinho, Filipa Bessa.
Segundo a também docente da Universidade de Coimbra (UC) e bióloga marinha, a Agência Portuguesa do Ambiente, atualmente, consegue inspecionar os resíduos depositados em apenas 15 praias, sendo por isso uma das finalidades desta tecnologia ser «um acrescente a informação» existente.
A iniciativa foi desenhada por cientistas da UC, apoiada pela Associação Portuguesa de Lixo Marinho (APLM), em 2018, para possibilitar aos utilizadores registarem o lixo apanhado, contribuindo para um retrato mais preciso do lixo marinho em Portugal. Após passar por remodelações, a plataforma volta a estar disponível ao público a partir do dia 23 de outubro, numa nova versão desenvolvida a partir de uma parceria com a jeKnowledge, a Júnior Empresa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.
Uma das novidades é a «gamificação» da aplicação, em que são utilizadas metas para incentivar os usuários a permanecerem ativos e que, quando cumpridas, desbloqueiam recompensas ecológicas, como o plantio de árvores.
«O objetivo é esta colaboração com os cidadãos, aquilo que nós designamos até de ciência cidadã ou ciência colaborativa integradora, onde pedimos a colaboração dos cidadãos para ter não só a recolha de resíduos nas praias, como também a recolha de dados que são muito relevantes, que de outra forma seria muito difícil de ter», apontou Filipa Bessa, membro da APLM.
Esses dados serão utilizados por cientistas para gerar «uma fotografia real do panorama da zona costeira e que é muito incompleta até aos dias de hoje».
A utilização é feita em três passos, começando pelo registo, seguido da identificação da praia e, então, a descrição do lixo recolhido, que pode ser feita manualmente ou por uma fotografia, onde a Inteligência Artificial identifica os materiais – outra novidade da “versão 2.0”.










