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Figueira da Foz passa hoje de 14 para 17 freguesias

Concelho assiste à reposição de Buarcos e de S. Julião, bem como à desagregação de Brenha com Alhadas e de Santana com Ferreira-a-Nova.

A partir de hoje, com a realização das eleições autárquicas que decorreram ontem, a Figueira da Foz deixa de ter apenas 14 freguesias e passa a ter um total de 17 a comporem o seu concelho. Assim, verifica-se a separação de Buarcos e de S. Julião, tal como a desagregação de Brenha com Alhadas e de Santana com Ferreira-a-Nova. Apenas Borda do Campo se manterá “extinta” como freguesia, visto que permanecerá integrada no Paião. Isto porque, de acordo com a atual legislação, a localidade não reúne os requisitos necessários para o efeito.

De realçar que as freguesias que foram desagregadas voltam agora à situação administrativa em que se encontravam antes da fusão em 2013, ano em que Portugal reduziu 1.168 freguesias - de 4.260 para 3.092.

Buarcos, S. Julião, Alhadas, Brenha, Ferreira-a-Nova e Santana voltam, assim, a ser freguesias, tal como Alqueidão, Bom Sucesso, Lavos, Maiorca, Marinha das Ondas, Moinhos da Gândara, Paião, Quiaios, S. Pedro, Tavarede e Vila Verde, perfazendo um total de 17 freguesias no concelho da Figueira da Foz.

Refira-se que o processo de reorganização administrativa de freguesias, que teve alguns avanços e recuos durante este ano, ficou finalmente concluído para gáudio da população figueirense. «Nunca fez sentido tal coisa. Buarcos é Buarcos e a Figueira é a Figueira», afirma José Pereira, mostrando o seu descontentamento pela tomada de decisão inicial e sem se querer alongar mais sobre o assunto.

Figueira da Foz passa a ter 17 freguesias

«Sabe que para as pessoas mais velhas foi mais difícil de aceitar. Buarcos tem uma longa tradição de gentes ligadas ao mar, coisa que não acontece com as pessoas da Figueira. Por isso, sempre houve uma “barreira” em termos de cultura e de tradições», explica Celeste, filha de José. «É claro que ficamos muito contentes. Independentemente de quem ganhe as eleições, para nós neste momento tem mais significado voltarmos a ter a nossa terra», sublinha ainda.

O mesmo acontece em Santana, onde a população parece nunca se ter sentido integrada com Ferreira-a-Nova. «Somos localidades diferentes. Para nós, é uma questão de identidade cultural», sustenta Beatriz Lopes, justificando com o facto de cada terra ter as suas festas e as suas tradições. É por isso que vê com «grande alegria» Santana voltar a ser freguesia.

Entretanto, o nosso jornal também tentou saber a opinião junto da população de Brenha, no entanto, as pessoas com quem nos cruzámos na rua não quiseram prestar declarações. Houve apenas quem comentasse que, «independentemente da freguesia» a quem pertençam, sentem-se «esquecidos» pelo poder autárquico local.|

Outubro 13, 2025 . 08:15

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