
Deixou à beira da morte duas pessoas na Igreja S.Bartolomeu e agora é condenado a dois anos de prisão
O arguido agrediu a primeira vítima, quando rezava na igreja, com vários murros no rosto, e depois de esta perder a consciência e ficar caída no chão, continuou a «desferi-lhe pontapés em várias partes do corpo», refere a acusação. A segunda vítima foi o sacristão da Igreja de S. Bartolomeu (falecido em novembro de 2022, vítima de doença natural), que tentou «pôr cobro à agressão», acabando também ele por ser «agredido com vários murros e pontapés».
As agressões, refere a acusação, só terminaram quando os pedidos de socorro do sacristão acabaram por levar à Igreja dois homens, que conseguiram imobilizar o arguido, «até à chegada dos agentes da PSP» que patrulhavam, na ocasião, a Rua Ferreira Borges.
A violência das agressões deixou marcas profundas em ambas as vítimas, que sofreram traumatismo crânio-encefálico, com perda de conhecimento e amnésia e traumatismo facial. O sacristão sofreu, ainda, de fratura dos ossos nasais, traumatismo da anca e fratura do fémur, sendo sujeito a uma intervenção cirúrgica nesse mesmo dia, de acordo com o MP. Quando ao arguido, foi transportado pela polícia à Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde foi observado nos serviços de Psiquiatria e ficou internado até junho no Sobral Cid, sendo posteriormente acompanhado na consulta de Psiquiatria – Adições, nessa unidade de saúde, pelo menos até agosto de 2023, refere o MP.
«Pode viver à margem das convenções sociais, não pode é prejudicar os outros», disse Miguel Veiga, presidente do tribunal coletivo, dirigindo-se ao arguido, condenado a dois anos e nove meses de pena efetiva. O jovem, de 25 anos, limitou-se a perguntar ao juiz se durante o tempo em que vai ficar preso pode beneficiar do tratamento psicológico a que está a ser sujeito. «Certamente isso será tido em consideração», esclareceu o magistrado. A mãe e a irmã do arguido assistiram à leitura do acórdão, ontem à tarde no Tribunal de Coimbra, que abandonaram em silêncio.











