
Teatro Municipal acolheu 139 eventos no espaço de um ano
Um ano volvido sobre a entrada em funcionamento no requalificado Cine-Teatro da Lousã, que representou um investimento superior a três milhões de euros, Luís Antunes, presidente da Câmara Municipal, não tem dúvidas de que se trata de «um investimento importante» e «pertinente», tendo em conta a «adesão das pessoas». E os números não enganam.
No espaço de um ano, «temos 139 eventos no Teatro Municipal», afirma o autarca, o que representa, nos diferentes momentos e iniciativas, um total de 28.621 espectadores. «Entre eventos de música, teatro, dança, iniciativas internas e corporativas, lográmos este número de 139 eventos, em 12 meses e 28.61 pessoas passaram pelo equipamento», sublinha Luís Antunes. Números que considera significativos e que para uma realidade com a da Lousã «são reveladores da pertinência do investimento feito, quer em termos de obra física, quer na programação», adianta.
Uma aposta claramente «ganha» e de «continuidade», uma vez que representa um «fator fundamental para a qualidade de vida» e para a «atratibilidade do território», sem esquecer o papel essencial que o Teatro Municipal representa na «formação de públicos» e na afirmação do concelho como «uma comunidade cultural». Luís Antunes lembra, ainda, a relação de proximidade que sucessivas gerações de lousanenses mantiveram com o mundo da cultura, designadamente com o teatro e cinema, e por isso entende que este investimento é, também, uma forma de «honrar esse legado» e «essa tradição cultural».
Inaugurado oficialmente a 16 de novembro do ano passado, o renovado e Teatro Municipal abriu ao público a 4 de outubro e tem vindo a afirmar-se como um polo essencial na dinamização cultural do concelho, seja através da apresentação de espetáculos com artistas de renome, seja na promoção dos artistas e grupos locais. Retomou-se, desta forma, uma tradição que remonta ao século XIX, com o Teatro Velho (1863), que ganhou novo fôlego com o novo Cineteatro, inaugurado a 4 de outubro de 1947, que funcionou até finais da década de 80, altura em que foi encerrado por questões de segurança. Entretanto, o município procedeu à sua aquisição, fez obras de remodelação e o Cine-Teatro regressou à ribalta em 1992, mantendo-se em funcionamento até 2020, altura em que encerrou para a realização de profundas obras, de que resultou o novo espaço, requalificado e ampliado agora a funcionar.
Luís Antunes destaca, também, o facto «muito significativo» de, antes mesmo de completar um ano de atividade, o Teatro Municipal ter sido integrado, em meados de setembro, na Rede Nacional de Teatros e Cineteatros. «É importante, porque nos dá outras possibilidades , nomeadamente em termos de programação financiada pela Direção Geral das Artes», refere.
Programação de cinema arranca em novembro
Importante é, também o crescimento, em termos de oferta, do Teatro Municipal, designadamente para os amantes do cinema, que vai arrancar com uma programação regular. «Era um compromisso que tínhamos assumindo», diz o autarca. Assim, depois de um período experimental, no próximo mês o projeto vai avançar, com «ciclos temáticos regulares», que incluem «algumas tertúlias associadas à projeção de filmes», esclarece Luís Antunes.
As sessões experimentais revelam indicadores muito positivos, em termos da adesão do público. Assim, em julho, a apresentação de um filme de animação levou ao Teatro Municipal «mais de 750 pessoas» e nos inícios de setembro a projeção de um outro filme, mais juvenil, também teve «boa adesão». E foi precisamente com a sétima arte que o município deu as boas-vindas às crianças do 1.º ciclo e jardins de infância, na semana passada, com a apresentação de mais um momento de cinema. Esta nova oferta, de cinema digital, resulta de uma parceria com a Activar.











