
Congresso de Enfermagem analisou inovações na área de cirurgia torácica
Profissionais de saúde de todo o país participaram ontem no 1.º Congresso de Enfermagem em Cirurgia Torácica, num encontro que criou a «oportunidade de aprofundar conhecimentos, partilhar experiências, refletir sobre boas práticas, discutir inovações e, sobretudo, reafirmar o papel essencial da enfermagem».
Organizado pela Unidade Funcional de Cirurgia Torácica do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, o congresso, observou Joana Almeida, criou «pela primeira vez uma plataforma dedicada exclusivamente aos cuidados de enfermagem no contexto da cirurgia torácica», pioneirismo que «por si só» já é motivo de celebração.

«Acreditamos que, ao investir na formação e na partilha entre pares, estamos a investir diretamente na segurança, na qualidade dos cuidados e no bem-estar dos nossos doentes», sublinha a enfermeira gestora da Especialidade de Cirurgia I, onde se insere a equipa da Unidade Funcional de Cirurgia Torácica.
«Este congresso é mais do que um evento, é um compromisso com a inovação, com a excelência da equipa e, acima de tudo, com os nossos doentes», sublinhou em declarações ao Diário de Coimbra, ao vincar que tudo o que é feito «converge para um único ponto: prestar cuidados aos nossos doentes com a máxima qualidade, competência e humanidade».
Acreditamos que, ao investir na formação e na partilha entre pares, estamos a investir diretamente na segurança, na qualidade dos cuidados e no bem-estar dos nossos doentes
O congresso não surgiu do zero, «é fruto natural do trabalho excecional de uma equipa de enfermagem que já no Congresso Nacional de Cirurgia Cardíaca Torácica e Vascular mostrou imensa qualidade e empenho» e foi mesmo «premiada com o trabalho “Impacto da Consulta de Enfermagem Pré-operatória na Satisfação da Pessoa Submetida a Cirurgia Torácica”.
A consulta pré-operatória, implementada no IPO de Coimbra, vai ser alvo de estudo do impacto, para avaliação em parâmetros como diminuição do tempo de internamento, diminuição da dor e melhoria da qualidade de vida, divulgou a responsável, ao explicar que, por enquanto, ainda não há dados efetivos, «mas é para aí que estamos a caminhar».











