
Recriação histórica nos 215 anos da Batalha do Bussaco
Foi a maior batalha travada em solo português, ocorrida a 27 de setembro de 1810, durante a Terceira Invasão Francesa, no decorrer da Guerra Peninsular. A Batalha do Bussaco, que opôs as forças anglo-lusas sob o comando do tenente-general Wellington às forças francesas lideradas pelo marechal André Massena, “regressa” ao local dos combates, a Serra do Buçaco, numa recriação histórica que pretende ser tributo a este que foi um importante momento da História.
Canhões, tropas apeadas, cavalaria e intervenção popular serão alguns dos elementos que vão compor esta recriação histórica, marcada para o próximo fim de semana, na Serra do Bussaco. Serão recriados dois momentos decisivos da batalha, num evento que se insere na estratégia turística Mondego-Bussaco, envolvendo os municípios da Mealhada, Mortágua e Penacova.
Mais de 150 recriadores históricos, nacionais e internacionais, devidamente uniformizados à época e equipados com armas e canhões, vão dar vida aos campos de batalha, proporcionando ao público uma autêntica viagem no tempo.
A primeira encenação está agendada para a vila de Luso, na Avenida Emídio Navarro, onde decorre a Recriação Noturna da Batalha, no próximo sábado, a partir das 21h00. Depois das armas e dos canhões, entra a música nas comemorações, com um concerto pela Orquestra Ligeira do Exército, a decorrer na Alameda do Casino. Antes, porém, no Obelisco, na Mata Nacional do Bussaco, decorrem as cerimónias protocolares do Exército Português, com a participação dos grupos recriadores. Das 15h30 às 18h30m no restaurante Pedagógico Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL) decorre a iniciativa “À mesa com a Batalha do Bussaco: Oficina de Gastronomia Histórica”.
No dia seguinte, domingo, os recriadores históricos voltam ao palco da batalha, mas desta vez no Terreiro do Obelisco, no Bussaco, onde, a partir das 11h00 será feita a Recriação do Assalto à Coluna do Marechal Ney. No início e no fim decorre o içar e o arriar das bandeiras nacionais de Portugal, Reino Unido e França, respetivamente.
Nestes dois momentos, abertos ao público, será recriado o ambiente de tensão vivido há 215 anos, quando as tropas luso-britânicas, comandadas pelo Duque de Wellington, enfrentaram o exército napoleónico liderado por Massena. A batalha iniciou-se a 27 de setembro de 1810, logo ao amanhecer, sob um denso nevoeiro, com as forças francesas a tentar escalar a encosta da serra e as forças portuguesas e inglesas a resistirem, num dos maiores confrontos das invasões napoleónicas.
As comemorações da efeméride incluem ainda, na sexta-feira, a Caminhada Rota Napoleónica, com partida às 19h00 do Obelisco em direção à Porta da Cruz Alta, Trilho dos Cedros, Posto de comando de Wellington e chegada prevista para as 22h30 à Portela de Oliveira.|
Protocolo revitaliza história da Batalha do Bussaco
O Exército Português e os Municípios da Mealhada, Mortágua e Penacova vão assinar, sábado, um protocolo com o objetivo de criar atratividade e valorizar o património histórico do território relacionado com a Batalha do Bussaco.
Ancorado na revitalização de infraestruturas e locais de interesse relacionados com a temática da Batalha do Bussaco, na área dos três Municípios, este projeto aponta como possíveis intervenções, a revitalização do Museu Militar do Bussaco e áreas adjacentes, Capela Nossa Sra. da Vitória, Obelisco e Mural, Portas de Sula e Convento de Santa Cruz, todas no concelho da Mealhada.
O protocolo aponta ainda possíveis intervenções nos Moinhos da Moura, Sula e Meligioso, no concelho de Mortágua, assim como no Posto de Comando de Wellington, Museu do Moinho, Santo António do Cântaro e Casa do Guarda Florestal, em Penacova.











