
“Cidade maravilhosa” celebrou 143 anos de desenvolvimento e progresso
A Figueira da Foz foi elevada à categoria de cidade a 20 de setembro de 1882, através de um decreto que reconheceu o rápido desenvolvimento e progresso da vila que, na altura, se tornou uma das mais importantes do reino devido à sua população e riqueza. De realçar que este desígnio ocorreu num período de grande crescimento da Figueira, com a construção do Bairro Novo e o desenvolvimento em diversas vertentes como arquitetura, indústria e lazer, impulsionado pela sociedade burguesa da época.
A elevação a cidade foi, por isso, um marco para o desenvolvimento e a prosperidade do concelho, sendo esta data lembrada e celebrada anualmente. Assim, cumprindo a tradição, o Município da Figueira da Foz levou ontem a efeito um programa comemorativo dos 143 anos que evocam a elevação a cidade. Com guarda de honra pelos Bombeiros Sapadores e pelos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, a celebração teve início com o hastear da bandeira do município no edifício dos Paços do Concelho, pelas mãos do presidente da Câmara Municipal, que depois se juntou às várias personalidades civis e militares que marcaram presença para ouvir o hino do município.
A celebração teve início com o hastear da bandeira do município no edifício dos Paços do Concelho, pelas mãos do presidente da Câmara Municipal
«Esta elevação a cidade representou, de facto, o coroar de um caminho certo com a aposta no desenvolvimento económico, cultural e político com nomes destacados», recordou Pedro Santana Lopes, em declarações ao Diário de Coimbra. «Com respeito pela Figueira de sempre», o autarca revelou que está, porém, de olhos postos no futuro.
«As ligações, nomeadamente a ferroviária, foram de grande importância e é bom trazer esse exemplo para o tempo de hoje. Há 20 anos, com o Porto da Figueira resolvemos as ligações rodoviárias, mas hoje estamos a trabalhar nas ferroviárias e nas aeroportuárias. É este o caminho», evidenciou.
Por outro lado, Santana Lopes destacou a “força” que o comércio sempre teve e a “esperança” que tem para que este recupere nos próximos anos. «A população da Figueira está a crescer e a crescer consideravelmente, pois já ultrapassou as 60 mil pessoas. Portanto, a Figueira vive um período de expansão que nem é mérito de A, B ou C, pois todos temos que ajudar, mas que é fruto das circunstâncias que se vivem e da atração que a Figueira tem hoje em dia para muitas famílias, tendo em conta o estado em que o mundo está», referiu o presidente da edilidade figueirense.
«Esta é, de facto, a cidade maravilhosa de Portugal, porque é parecida a muitos títulos com o Rio de Janeiro, mas também porque é, de facto, uma cidade maravilhosa para se viver e para se trabalhar e isso sente-se no crescimento da população», frisou o autarca, garantindo que «vêm aí tempos melhores, de esperança e de certeza», com muito investimento para a Figueira da Foz.
"A nova ponte na margem sul vai ser muito importante para a vida das populações, mas não posso deixar de falar na nova zona industrial"
Questionado pelo nosso jornal sobre quais os investimentos que poderão impulsionar o futuro do concelho, Santana Lopes evidenciou a habitação - «é muito importante, até porque é a grande crise de hoje em dia, além dos salários» -, bem como o investimento nas escolas e nos centros de saúde. Não obstante, indicou outras obras relevantes para a cidade.
«A nova ponte na margem sul vai ser muito importante para a vida das populações, mas não posso deixar de falar na nova zona industrial, do aeródromo e da variante de Quiaios na margem norte», salientou ainda o presidente do município. Até porque, justificou, «a zona norte vai passar por uma transformação profunda e o investimento que vai para o Pincho e o que está à volta, mais o investimento na Lagoa da Vela, vai ser muito importante para trazer mão de obra e investidores qualificados». Por fim, o autarca mencionou também as obras do Porto da Figueira e do bigshot. «Não são nossas, mas são de uma importância fantástica. São coincidências… Ou melhor, não há coincidências», rematou.
De referir que as comemorações dos 143 anos de elevação da Figueira da Foz a cidade culminaram com a deposição de uma coroa de flores junto à Estátua do Centenário, instalada na rotunda próximo ao Parque das Abadias.











