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Banda figueirense Contratempo quer promover a cidade através da arte

Contratempo apresentou primeiro EP recentemente, com originais escritos em português, e prepara-se para lançar nova canção em novembro com estilo diferente. Grupo surgiu do zero e faz tudo com selo “made in” Figueira

Criar uma banda do zero, sem qualquer experiência profissional e “made in” Figueira da Foz, era o objetivo de João Biscaia, que foi concretizado em 2022 depois de conseguir juntar cinco artistas locais.

«Tinha visto as suas atuações em separado e percebi que iriam resultar bem todos juntos», explica o gestor do grupo musical. E assim surgiu a banda Contratempo, que é formada por Maria Ana Trindade, Miguel Carrasqueiro, Francisco, João e Chico Parracho.

Com idades compreendidas entre os 20 e os 61 anos, João Biscaia dá conta que a diferença geracional dos elementos da banda é interessante, pois «aprendem uns com os outros e a visão de cada um enrique o projeto», que já deu frutos este ano após seis meses de «muito trabalho e dedicação».

Com temas originais e em português, o grupo lançou, recentemente, o seu primeiro EP. Intitula-se “Memórias” e apresenta cinco músicas - “O mundo não para”, “Abrigo”, “Perdi-te”, “Memórias” e “Deixar ir” - com narrativas «com as quais as pessoas de identificam». Mas são, sobretudo, «uma viagem ao passado, com olhos postos no futuro», refere o gestor dos Contratempo.

«Começámos este projeto literalmente do zero, numa sala vazia, sem apoios, sendo 100 por cento autodidatas e sentindo todas as dores de crescimento, que se quer gradual e sustentado. Aliás, já tínhamos três músicas antes e o EP mostra uma evolução incrível, não só em termos de composição, mas também de produção», assevera João Biscaia.

E acrescenta: «Queremos mostrar que não é preciso ir para fora e que podemos fazer coisas com qualidade e ser bem-sucedidos mesmo vivendo em cidades pequenas. Queremos mostrar que é possível promover uma cidade através da arte».

Por isso mesmo, tudo o que os Contratempo fazem tem o selo da Figueira da Foz. Exemplo disso são os seus videoclipes ou as sessões fotográficas que são realizados na cidade por figueirenses.

«O turismo não se promove só na televisão ou nas redes sociais. É importante perceber que há uma cidade que tem uma banda que, por exemplo, ajuda a promover as paisagens através dos seus videoclipes. O que faz agigantar uma cidade é a arte e a cultura», destaca João Biscaia.

«O caminho não é fácil, nem nunca esperei que fosse. Mas, mesmo com contratempos, acreditamos no processo e damos valor a cada passo dado», afirma o responsável.

De referir que o grupo já atuou em palcos na cidade, bem como na região de Coimbra e do Porto, tendo ainda sido finalista de um concurso nacional. «São pequenos reconhecimentos que são importantes», indica o gestor dos Contratempo.

Porém, a banda figueirense promete não ficar por aqui. Com vontade de dar o salto e com novidades para breve, quer continuar a «trabalhar mais e melhor, sempre em evolução». Isso poderá verificar-se na próxima canção, que será lançada em novembro.

«Os Contratempo são uma banda pop, mas quer experimentar estilos diferentes, por isso, a próxima música terá sonoridades rock», revela João Biscaia.

Memórias nas plataformas digitais

O EP “Memórias” está disponível em várias plataformas digitais, bem como nas redes sociais, onde é possível ser ouvido e conhecido.

É por lá que a banda se mantém ativa com a rúbrica mensal Time-Out, onde dá “shots musicais” de 1 minuto e meio com covers de artistas portugueses. «Fazem a sua interpretação, mostram a sua versatilidade e é uma forma de chegarem a mais pessoas», remata o responsável.

Setembro 18, 2025 . 11:30

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