
Machado de Castro com fecho quase total a partir de novembro
Diário de Coimbra A recuperação da Igreja de São João de Almedina está a avançar e está por dias o início de uma outra intervenção no Museu Nacional de Machado de Castro, ambas no âmbito do PRR. Comecemos pela igreja, que era uma obra há muito desejada, certo?
Sandra Costa Saldanha São duas obras no âmbito do PRR, que têm um prazo de execução meados do próximo ano de 2026. As primeiras semanas foram dedicadas à remoção do acervo, que estava em reserva no interior da Igreja de São João da Almedina, ao acondicionamento e ao transporte em condições de segurança e em condições de conservação adequadas para um novo espaço. Foi um processo demorado e longo. Neste momento, a Igreja de São João da Almedina está vazia, digamos assim, uma realidade que já não acontecia há várias décadas. A igreja esteve sempre ocupada com uma parte da reserva do Museu Nacional Machado de Castro, não era um espaço visitável e, por isso, foi objeto de um período de encerramento muitíssimo longo. Neste momento, está a iniciar-se a intervenção propriamente dita.
Em que consiste a intervenção? Sabemos que vai ser um auditório, mas a empreitada não fica por aí?
Exato. É uma obra que tem como objetivo final a instalação de um auditório, a criação de um novo equipamento cultural na zona da Alta e que vai ser muito importante para próprio Museu Machado de Castro e para as atividades que ali vamos poder fazer e nos vai permitir capitalizar aquele espaço. Mas esse é o objetivo final. A intervenção não é meramente a instalação de um auditório. É uma intervenção que, a montante, tem o grande objetivo de corrigir toda uma série de anomalias estruturais, ao nível, por exemplo, de infiltrações, problemas estruturais nas coberturas, que vão ser rectificadas com esta intervenção. Há também uma campanha importante de conservação e restauro no interior da igreja, ao nível das paredes e de algum património integrado da Igreja de São João da Almedina, nomeadamente elementos de talha e vitrais. Só depois de ultrapassadas estas etapas, será a montagem do novo auditório. A igreja é também um espaço patrimonial muito relevante e interessante e passa a ser um outro ponto do circuito de visita do Museu Machado de Castro.
A reabertura poderá acontecer quando?
Aquilo que está previsto é que a conclusão das obras da Igreja de São João da Almedina aconteça no verão de 2026. O que nós gostaríamos que acontecesse era poder preparar a reabertura no último trimestre, na rentré em 2026.

Qual o investimento da intervenção na Igreja de São João de Almedina?
O valor da empreitada sem IVA é de 1,145 milhões euros, o que dá um total de 1,484 milhões.
No museu, propriamente dito, também vão decorrer obras, que obrigam a condicionamentos. O que está previsto?
O grande objetivo é a substituição dos pavimentos na área expositiva do museu, que já há bastantes anos têm vindo a revelar alguns problemas estruturais. Percebemos que há alguns ajustes que vão ter de ser feitos na circulação e aquilo que era previsível e que será efetivamente concretizável é a necessidade de encerramento do museu. A partir da próxima semana, começa a obra dos pavimentos do Museu Machado de Castro. A nossa perspetiva é o encerramento faseado a partir da próxima semana de alguns espaços, algumas salas do Museu Machado de Castro. Iremos começar pelo encerramento da zona da terracota e zona da madeira e depois iremos acompanhando o calendário da obra para que a intervenção possa ser feita sem obstáculos e com a celeridade e brevidade possível.
O encerramento total do Museu Machado de Castro está previsto?
O encerramento acabará por acontecer até ao final do ano em praticamente todo o edifício. O Criptopórtico não vai ser encerrado e vai manter-se sempre disponível para os visitantes e vamos manter disponível, durante alguns meses, a zona do antigo paço episcopal, a zona mais antiga do museu, onde não vai haver necessidade de substituição de pavimentos, porque os pavimentos são distintos e para onde vamos, muito brevemente, anunciar a inauguração de uma exposição que estará patente até ao final de fevereiro de 2026. Eu diria que a partir de novembro, temos uma grande intervenção a acontecer no Museu Machado de Castro, que obriga ao seu encerramento. O acesso à exposição é pelo pátio do museu, por onde se vai continuar a circular.

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