
Autarcas pedem nova forma de lidar com os incêndios rurais
Emílio Torrão aproveitou ontem a sessão solene comemorativa do Dia do Município de Arganil para deixar uma «palavra de solidariedade» a todos os arganilenses afetados pelos «terríveis» incêndios que em agosto devastaram o concelho e a região, consumindo uma área de cerca de 65 mil hectares. Sublinhando que não houve perdas humanas mas os «danos no património natural e nas nossas comunidades são muito profundos», o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC) exortou que «Portugal tem, de uma vez por todas, de resolver este problema dos incêndios», defendendo que «os autarcas não podem continuar a ser os culpados, os últimos responsáveis, aqueles que dão a cara nos momentos de crise».
O também presidente do Município de Montemor-o-Velho reiterou que o país tem de «assumir este problema de uma forma diferente, profissional, assumidamente organizada de forma central, em muitos aspetos no ordenamento do território, na prevenção, na primeira intervenção no combate aos incêndios», sustentando que «os autarcas não podem continuar a improvisar e a tapar o sol com a peneira». O presidente da CIM de Coimbra observou ainda que «nós, no terreno, damos tudo e, se calhar, aquilo que às vezes não temos para dar, inventando soluções e resolvendo problemas, ou seja, improvisando».
Em dia de Feriado Municipal, uma palavra também para Luís Paulo Costa, presidente da Câmara de Arganil e para o seu executivo, agradecendo-lhes pela forma «perseverante como se tem debatido pelo desenvolvimento de Arganil, que é hoje um município mais vibrante, que oferece uma excelente qualidade de vida e onde foi possível melhorar significativamente as condições de vida dos seus residentes».
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:












