
Banhistas arrastados por ondas no Cabedelo
A Autoridade Marítima Nacional alertou, no início desta semana, para um «agravamento considerável» das condições meteorológicas e da agitação marítima em Portugal continental, com previsão de ondas de quatro metros que poderiam chegar aos sete metros de altura, colocando o país em alerta amarelo até amanhã. Contactado pelo Diário de Coimbra, o capitão do Porto da Figueira da Foz e comandante-local da Polícia Marítima afirma que «não houve nenhuma ocorrência significativa a registar» até ao dia de ontem nas praias do concelho.
«O que tivemos, essencialmente, foram uns sustos na Praia do Cabedelo. Houve banhistas que foram arrastados pela forte ondulação e algumas pessoas que perderam bens pessoais no mar. Em relação a estruturas, não houve danos significativos, no entanto, não quer dizer que estejam como se encontravam», explica o capitão Pedro Cervaens Costa.
Os momentos de pânico vividos no areal da Praia do Cabedelo ficaram registados num vídeo que já se tornou viral nas redes sociais. Nas imagens divulgadas é possível ver que, de repente, surge uma onda que derruba vários guarda-sóis e arrasta não só os pertences dos veraneantes, como algumas pessoas, entre as quais uma criança. Noutro caso, vê-se um adulto em dificuldade para se conseguir levantar pelo próprio pé numa corrente de retorno, valendo-lhe a rápida intervenção dos nadadores-salvadores. Já a criança foi segurada por populares.
«Apesar do pico da ondulação ter acontecido na terça-feira, os avisos prolongam-se até dia 29 de agosto. Ainda estão muitas pessoas de férias, por isso, devem estar atentas aos avisos. Em primeiro lugar devem falar com os nadadores-salvadores para saberem os lugares seguros para estarem nas praias e depois devem respeitar as indicações destes», aconselha Pedro Cervaens Costa.
«Talvez por desconhecimento, mas a bandeira vermelha não é uma recomendação, é uma imposição. Significa que é proibido ir à água e toda a gente tem que respeitar. Não só para garantir a sua segurança, mas também por respeito aos que depois têm que intervir em seu socorro», adverte ainda o comandante da Polícia Marítima.










