
Cu.Co regressa para debater desafios do jornalismo cultural
O Encontro de Jornalismo Cultural de Coimbra (Cu.Co) está de volta para a segunda edição, que decorre de 3 a 7 de setembro para debater o papel e os desafios do jornalismo cultural na projeção da oferta e da criação artística contemporânea. O evento vai receber jornalistas, críticos, artistas e programadores para várias sessões de mesas-redondas, visitas, performances e concertos.
«Coimbra é o palco de excelência» para aproximar os jornalistas da programação «plural e diversificada» que os agentes culturais da cidade oferecem, refere Maria Carlos Pêgo, diretora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Coimbra.
Rui Miguel Abreu, curador da iniciativa, assegura que a segunda edição do Cu.Co servirá para que Coimbra adquira «um espaço no mapa ainda mais relevante», como uma cidade que «pensa cultura» e que, para além disso, contará com a participação de diferentes meios de comunicação social, como a Antena 1, a agência Lusa, o Expresso, o Público e o Observador.
O primeiro dia do certame arranca com a mesa-redonda “Criação Teatral em Coimbra - Zonas de Partida e Chegada”, com a participação da companhia de teatro Marionet, A Escola da Noite e O Teatrão, seguida da anteestreia de “Com que Linhas Te Cruzas? A Viagem”, na Estação de Serpins.
No segundo dia, dedicado à música e ao cinema, é dinamizada uma mesa-redonda sobre “Instrumentos em vias de desextinção”, a exibição do documentário “Por ti, Portugal, eu Juro!” e uma conversa com a realizadora Sofia da Palma Rodrigues.
A 5 de setembro, a Semente Atelier, com sede no Seminário Maior de Coimbra, recebe o evento para várias atividades abertas à comunidade, entre elas a performance-oficina “A Matéria do Gesto”.
Já a 6 de setembro, o debate é centrado nos impactos do digital e do streaming na música e nas artes visuais, deslocando--se para o Convento de São Francisco e o Centro de Artes Visuais.
O último dia promove uma visita à exposição “Cave - Obras da Coleção Encontros de Fotografia”, na loja A Feira e o encerramento do Cu.Co com os espetáculos do DJ Rui Ferreira, do Coro das Vontades e do Filipe Furtado Trio, no Convento de São Francisco.
O presidente da autarquia, José Manuel Silva, defende que o evento, que este ano tem um investimento de 39 mil euros, é um meio de «reflexão fundamental», numa altura em que «o jornalismo está cada vez mais em crise por todo o mundo». Para além disso, realça a aposta do município na cultura, que permitiu acolher projetos como a Bienal Manifesta, que acontece em 2028.











