
Prémio Havel conta com finalista da Geórgia, Ucrânia e Azerbeijão
A jornalista georgiana Mzia Amaghlobeli, o ativista ucraniano Maksym Butkevych e o jornalista azeri Ulvi Hasanli são os três finalistas do Prémio Vaclav Havel para os Direitos Humanos 2025, anunciou hoje o Conselho da Europa.
O prémio, atribuído pela Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE) em homenagem ao antigo presidente e dramaturgo checoslovaco Vaclav Havel, reconhece ações excecionais em defesa dos direitos humanos e foi anunciado em Praga por Mária Pfeiferova, da Biblioteca Vaclav Havel.
Cofundadora dos meios de comunicação independentes georgianos Batumelebi e Netgazeti, Mzia Amaghlobeli foi detida enquanto cobria a crise política na Geórgia, na sequência da suspensão das negociações para a adesão à UE, em 28 de novembro de 2024, decisão que desencadeou protestos generalizados.
"As corajosas ações ajudaram a expor a repressão mediática e os abusos políticos, com o objetivo de garantir um futuro democrático para a Geórgia", afirmou a PACE no comunicado, referindo que a detenção e subsequente condenação de Amaghlobeli a tornaram "num símbolo de liberdade de imprensa e resiliência face à repressão governamental".
O vencedor vai ser anunciado na abertura da sessão plenária de outono da PACE, em Estrasburgo, a 29 de setembro. O prémio inclui 60.000 euros, um troféu e um diploma
Maksym Butkevych é cofundador do Centro de Direitos Humanos Zmina e da Rádio Hromadske. Apesar da postura pacifista, foi voluntário nas Forças Armadas ucranianas no início da invasão russa em 2022.
"Capturado e condenado a 13 anos de prisão pelas forças russas, suportou mais de dois anos de prisão severa antes de ser libertado numa troca de prisioneiros em outubro de 2024", afirmou a instituição na mesma nota.
Butkevych "continua a ser um poderoso símbolo de coragem e resiliência na defesa da justiça e da liberdade", referiu.
Ulvi Hasanli é editor do meio de comunicação social independente do Azerbeijão Abzas Media desde 2016 e "enfrenta uma perseguição implacável do Governo desde 2011, incluindo detenções arbitrárias, tortura e acusações com motivações políticas", de acordo com o comunicado.
Em junho, Hasanli foi condenado a nove anos de prisão e encontra-se atualmente detido em condições severas numa prisão remota, mas continua a demonstrar o compromisso com a liberdade de imprensa.
Este prémio - atribuído anualmente pela PACE em colaboração com a Biblioteca Vaclav Havel e a Fundação Charter 77 da República Checa - foi já atribuído a María Corina Machado (Venezuela, 2024), a Osman Kavala (Turquia, 2023), a Vladimir Kara-Murza (Rússia, 2022), a Maria Kalesnikava (Bielorrússia, 2021), a Loujain Alhathloul (Arábia Saudita, 2020), ao chinês Ilham Tohti e à Iniciativa Jovem para os Direitos Humanos (2019), entre outros.











