
Cordinhã regressa à época medieval em setembro
A antiga Villa Cordiana viaja até à era medieval para a realização da 4.ª edição do Mercado Medieval, que decorre na freguesia cantanhedense de 5 a 7 de setembro, no Campo da Gândara.
Nas ruas da Cordinhã, não vão faltar cortejos, torneios, jogos, falcoaria, música ao vivo, teatro e encenações históricas que levarão os visitantes a «relembrar a história, para que ela não se perca», sublinha Manuel Tomé, presidente da Associação Cultural e Recreativa da Cordinhã (ACRC), em declarações ao Diário de Coimbra.
A feira abre portas para o primeiro dia de festejos pelas 18h00, dando início a uma deambulação de animais pela feira e um acampamento militar, desenvolvido pela Tempus Vivos
De seguida, os visitantes vão poder assistir à teatralização da peça “O Ferreiro e a Princesa”,que será interpretada pelo grupo Resistência Teatro Produções & Tinto (RTP Tinto).
No dia seguinte, a animação continua com a realização de jogos medievais, uma atuação do Teatro Hábitus, a chegada do bispo da época para a benção ao espaço e a invasão do mercado por bruxas e o castigo das hereges. Pelas 19h30, começa o Banquete Medieval, incorporado com números de malabarismo e trovadores, que estará aberto todos os dias, para que o público possa provar uma ementa bastante variada, podendo pedir «o que quiser».
O último dia de festejos arranca com um cortejo ao mercado tradicional, seguido de mostras de animais e armas e uma demonstração de falcoaria. As celebrações terminam com dança e música, a invasão do Burgo pelos mouros e um espetáculo de fogo, pelas 22h30.
Para Manuel Tomé, o ponto alto do evento, «aquele que os visitantes mais esperam», é o espetáculo de fogo que se realiza todos os dias, sendo dinamizado, na sexta-feira, pela Tempus Vivos e, no sábado e domingo, pelo Teatro Hábitus.
O Mercado Medieval Villa Cordiana é promovido pela ACRC, com o apoio do município de Cantanhede e a Junta de Freguesia de Murtede. Ao longo de três dias, a viagem medieval vai representar as raízes históricas da freguesia que pertenceu ao conde Pombeiro, genro e herdeiro do conde de Cantanhede, e aos frades de Santa Cruz durante o século XVII.











