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Preparar uma refeição com o sol não só é possível como económico

Na edição de agosto dos Mercadinhos da Margem Esquerda que se realizou ontem não faltaram os habituais produtos locais, sabores únicos e autênticos que atraem muitos visitantes

Uma caixa de cartão, alumínio e um pouco de cola é o que é precisa para criar uma cozinha própria... alimentada pelo sol. «Bastam 30 cêntimos e poucos minutos» para que fique pronta a utilizar. A garantia foi deixada ontem ao nosso Jornal pelo especialista e docente Juan Bello, da Corunha, Galiza, durante a 9.ª edição dos Mercadinhos da Margem Esquerda.
Esta é uma opção bastante sustentável para preparar as refeições, e foi isso que Ruan e Celestino Ruivo - professor na Universidade do Algarve mas com raízes na Figueira da Foz, e que partilha o entusiasmo pela cozinha solar, colocando em prática ao longo do ano nas várias refeições do dia, como fez questão de frisar - demonstraram nesta iniciativa que atrai cada vez mais participantes e visitantes à Alameda do UC Exploratório - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, no Parque Verde. Mas não se ficaram por aí. Várias pessoas tiveram a oportunidade de provar e atestar como é possível aproveitar o calor do sol para preparar uma refeição completa, sem esquecer o café com alfarroba (carob coffee). Carne de carneiro e porco, salsichas, camarões, batata doce, chá de erva-príncipe e ainda doce de abóbora foram algumas das iguarias confecionadas com o calor do sol que em pleno mês de agosto não deixou o “trabalho para mãos alheias”, com os 150 graus dos fornos solares.

Os visitantes tiveram ainda oportunidade de participar nas oficinas dinamizadas por Filipa Ramos, sobre trufas de frutos secos

Este foi um dos pontos de atração da edição de agosto dos Mercadinhos da Margem Esquerda, uma iniciativa do UC Exploratório com a União de Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, o Gabinete para o Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Coimbra e a Coimbra mais Futuro, juntando-se a tantos outros que enriquecem habitualmente esta ação, como o desempenho ao vivo de artistas plásticos (repetentes ou estreantes), exemplo de Marco Moura que viu aqui mais «uma oportunidade de divulgar o seu trabalho e contactar de perto com o público». Ao longo da Alameda do Exploratório, também não faltaram as habituais bancas com uma grande variedade de produtos hortícolas e fruta da época de agricultura responsável ou pequena agricultura familiar, como o caso de Sofia que embelezou a sua banca com cores e sabores biológicos, produzidos e colhidos por si (como morangos, mirtilos e tomate), com a ajuda dos filhos e do marido, em Póvoa de Santa Cristina, Tentúgal. O chícharo também viajou de Alvaiázere até à margem esquerda de Coimbra, assim como o sal de Figueira da Foz e o mel da Serra de Penacova.
Pão de massa mãe (desta vez da Farinha & Afeto, Coimbra) cogumelos da Golden Cap produzidos no Fungi Lab do UC Exploratório, gelados artesanais, arroz doce da D. Fátima de São Martinho do Bispo (que faz questão de regressar todos os meses, ontem com 40 taças desta iguaria), panados confecionados por Bárbara Silva (Bruxa da Horta), pastel de feira brasileiro da Junkyard Food (comida de rua brasileira, com roulote junto aos Sapadores de Coimbra) e suculentas estiveram também em destaque. As temperaturas que ontem se fizeram sentir contribuíram ainda para o sucesso da limonada disponível na banca dos adolescentes Naya, Maria e Luísa, preparada com os limões da D. Rosa que nesta edição não conseguiu estar presente.

Agosto 11, 2025 . 09:32

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