
Dez de Agosto orgulha-se de “elevar culturalmente” a Figueira
A encenação dos autos pastoris, a espera dos reis ou a queima do judas foram algumas das tradições centenárias que a Sociedade Filarmónica Dez de Agosto fez questão de recuperar ou não fosse esta coletividade conhecida como “a teimosa” na comunidade figueirense. «Efetivamente, esse tem sido um dos nossos propósitos nós termos uma ação de recuperar as tradições da cidade, o que nos orgulha ao elevar culturalmente a Figueira», sublinha Sansão Coelho, recordando que esta associação nasceu dentro de movimentos sociais já com uma «atitude progressista» a nível cultural e que quer continuar o seu desiderato.
Com as comemorações do 145.º aniversário da Dez de Agosto a realizarem-se amanhã na sua sede, instalada no n.º 45 da Rua das Rosas, o momento é de festa e a direção faz um «balanço positivo» do trabalho desenvolvido em prol da cultura, do movimento associativo e da Figueira ao longo dos anos. Contudo, depara-se com um problema: a probabilidade de ter que abandonar até 2027 o edifício que tem sido a sua casa ao longo destes anos.
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