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Taxi estiveram no Rocketmen e levaram Coimbra numa viagem à década de 80

Depois de uma verdadeira enchente, ontem, festival a decorrer no Jardim da Sereia chega hoje ao último dia com mais rock para todos os gostos

E à segunda noite, os Taxi estacionaram no Jardim da Sereia e levaram Coimbra a uma viagem musical até à década de 80. A promessa já tinha sido feita, também em entrevista ao Diário de Coimbra. A banda estaria no Rocketmen para mostrar o quanto é bom tocar ao vivo, mesmo 45 anos depois o início. E cumpriu. De tal maneira, que tinham alguma resistência em tocar o grande êxito “Chiclete”, mas lá acabaram por ceder, levando ao palco muitos outros sucessos de há quatro décadas.

Ao abrir com “Cairo”, a banda portuense mostrou ao que vinha. E quando o segundo e terceiro temas foram “TV WC” e “A Queda dos Anjos”, o muito público presente no Jardim da Sereia percebeu que estava a ser transposto para a década de 1980.

Essa década, tão marcante para tanta gente, ficou muito marcada em temas como “Sozinho”, “Fio da Navalha”, “Às dos Flippers” ou “Vida de Cão”. Depois de ter dito várias vezes, a pedido do público, que não tocava “Chiclete”, eis que a banda terminou com esse tema tão marcante. Isto sem antes ter passado por composições mais recente como “Não sei se sei”.

Mão Morta, 999 e uma surpresa espanhola

Mas não foram só os Táxi a marcar a segunda noite do Rocketmen. O dia abriu com as norte-americanas The Darts e o palco do Jardim da Sereia não podia ter tido melhor início.

Descalça e enérgica, a vocalista Nicole fez levantar pó e o público, já numeroso, presente. Foi a melhor porta de entrada para uma banda mítica do punk britânico.

Os 999 mostraram que a idade é só um número e deram um espetáculo fantástico de fim de tarde no Jardim da Sereia. Num diálogo constante com o público, foram uma das grandes atuações do festival.

Estavam reunidas as condições para uma grande entrada dos Mão Morta e a banda de Braga não desiludiu, com “Pássaros a Esvoaçar”, “Em direto para a televisão” e “Budapeste” logo a agarrar o público. Depois de uma atuação que passou por temas marcantes como “Oub´la” e “Novelos da Paixão”, houve um apelo à situação na Palestina. “Pensem! Não bebam só copos”, exclamou Adolfo Luxúria Canibal.

A quarta atuação do festival foi uma das maiores surpresas. Os espanhóis Biznaga, desconhecidos para a maioria do público, não o demoveram e deram o melhor do punk espanhol, com boa disposição e grande virtuosismo das guitarras.

O festival termina hoje, com mais rock no Jardim da Sereia, desta vez com Hassan K (18h00), Dr. Sure Unusual Pratice (19h00), The Boys (21h30), Bad Nerves (22h45) e Maquina.

Agosto 2, 2025 . 14:30

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