
MAC pede “medidas” para “maior equilíbrio” na cadeia de abastecimento
«O domínio crescente da grande distribuição» é um fator que deve merecer a atenção dos «decisores políticos» na promoção de «medidas que favoreçam um maior equilíbrio entre o circuito mais tradicional e o retalho que é efetuado pelas grandes insígnias», alerta Nelson Lopes, ao chamar a atenção para a relação com produtores «em que a capacidade de negociação das partes é muito desigual».
Na cerimónia comemorativa dos 30 anos do Mercado Abastecedor da Região de Coimbra, o administrador executivo salientou que «todos os agentes que suportam o sistema alimentar são importantes», no entanto, na opinião dos responsáveis do MAC «este circuito mais tradicional continua a ser aquele que proporciona rendimentos mais justos em toda a cadeia de abastecimento e onde se conseguir o percurso mais rápido entre a produção e o consumidor».
«Portanto, se nada for feito nesta matéria, vamos continuar a assistir ao abandono da atividade agrícola, ao crescente afastamento dos jovens deste setor, ao encerramento de pequenos negócios e à perda acentuada de vitalidade nos mercados municipais e, consequentemente, a uma dependência cada vez maior da grande distribuição», salientou.
Ao traçar o percurso de três décadas, Nelson Lopes adiantou que o MAC «continua a desempenhar um papel fundamental para a eficiência dos circuitos de comercialização e para que o abastecimento dos produtos alimentares frescos se realize nas melhores condições de concorrência, higiene, segurança e qualidade».
Os três pavilhões de comercialização de produtos hortofrutícolas «continuam a ser a grande âncora» do empreendimento, representando um volume de vendas anual na ordem de 400 mil toneladas e uma faturação superior a 250 milhões de euros.
No entanto, nos últimos anos, houve uma aposta na instalação de empresas de logística e são já cinco os entrepostos ocupados por várias empresas do setor da logística, um restaurante e um centro de reutilização de embalagens, salientou, ao dar conta de números que, no seu entender, permitem «acompanhar a evolução das condições na cadeia de abastecimento agroalimentar e continuar a dar resposta à procura para instalação ou expansão de empresas no setor da logística».
Pela portaria passam cerca de 300 mil viaturas, estimando-se que, no recinto trabalhem, diariamente, mais de mil pessoas», referiu o administrador executivo.
Nesse sentido, está a ser construído um novo entreposto, ao mesmo tempo que avança o estudo de desenvolvimento urbanístico para uma área de expansão junto à entrada do mercado
Homenagem a Adelino Duarte da Mota
Adelino Duarte da Mota, que presidiu o conselho de administração do MAC entre abril de 2013 e março de 2025, e faleceu no início do mês, foi homenageado com a atribuição do seu nome a uma sala do mercado. José Manuel Cardoso da Mota, que sucedeu ao pai, salientou que ontem se vive um «um dia de memória e gratidão», salientando que 30 anos representam «orgulho no passado, responsabilidade no presente e compromisso no futuro». José Manuel Silva, presidente do município, e Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, destacam o papel do MAC como motor de desenvolvimento económico.












