
Roteiro pela Região: Fixação de população e atratividades de verão marcam a CIM Beira Baixa
A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIM Beira Baixa) tem uma das maiores áreas de ação da Região Centro e, simultaneamente, mantém uma "luta" pela manutenção da população nas suas localidades. Em termos culturais, as suas atividades mostram a natureza e a riqueza cultural de uma zona de ligação entre norte, centro, ribatejo e alentejo.
«Nós gerimos pessoas e território, e este território tem muito para contar e para se ver», identifica João Lobo, presidente da CIM da Beira Alta. Esta cultura vem de «gerações» antigas e da passagem de tradições, mas também da ligação a vários pontos do país. A natureza, porém, é o «denominador comum» de todas as regiões abrangidas.
Cada município tem uma aposta diversificada de eventos para oferecer ao seu público, sendo que o mês de agosto tornou-se especial pela sua ligação aos imigrantes que regressam a terras lusas. «A parte cultural e artística está sempre garantida na nossa região, através de vários momentos relevantes que atraem muitas pessoas».
Migração e fixação populacional
Se o mês de agosto já é «histórico» para os imigrantes, o resto do ano pauta-se por algum despovoamento. Esta tendência, porém, está em retrocesso.
«Os fluxos migratórios têm feito a nossa população aumentar. É um valor pequeno neste momento, é certo, mas aumentou. Isto é um fruto da migração de outras regiões nacionais, mas, sobretudo, de migrantes ingleses, brasileiros e nepaleses, por exemplo». Os fluxos analisados, em termos de nacionalidades, altera-se de concelho para concelho, mas o crescimento é inegável.
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