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LPCC procura nutricionistas para melhorar alimentação de doente oncológico

A última sessão do ciclo nacional “Descomplicar a Nutrição no Cancro” da Liga decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo e contou com a Chef Tia Cátia

O presidente da Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC), Vitor Rodrigues diz que a instituição está apostada em «desmistificar um conjunto de informações falsas que circulam na internet» sobre a malnutrição do doente oncológico e confirma o compromisso e a preocupação com as questões da nutrição. Para tal, Vitor Rodrigues espera que a Liga possa contar com o «apoio de nutricionistas a nível da região Centro» para conseguir «estender esta dinâmica a toda a região». 

O responsável fala à margem de um evento sobre Nutrição e Doente Oncológico que decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra (EHTC) promovido pela Fortimel, em parceria com a LPCC, e contou com a participação especial da Chef Tia Cátia. Na plateia estavam doentes, cuidadores e profissionais de saúde.

Na sessão, a Ana Paula Leite, nutricionista na Unidade de Nutrição na Instituto Português de Oncologia de Coimbra, apresentou uma ação de sensibilização com o nome de “Mitos e verdades da alimentação durante o processo oncológico” com ideias erradas que estão intrínsecas sobre a alimentação de um doente oncológico.

A nutricionista afirma que «para garantir um bom estado nutricional muitas vezes é necessário que os doentes comam mais, e como para muitos comer mais numa refeição é muito difícil, nós nutricionistas sugerimos que comam mais vezes ao dia».

“O açúcar cura o cancro”; “Qualquer esforço físico deve ser evitado”; “O doente não deve beber leite” e “O vinho beneficia a saúde” foram alguns dos mitos que a plateia pôde ver a serem desmistificados durante o evento.

A nutricionista assegura que «o doente deve transmitir como se sente aos profissionais de saúde, sejam eles nutricionistas ou médicos, e expor os desafios que enfrenta diariamente é essencial para o ajudar no seu processo de tratamento, e se houver necessidade adaptá-lo».

Ana Paula Leite acrescenta ainda que «quando não são sentidos efeitos secundários nenhuns o doente deve desconfiar que o tratamento não está a ser eficaz, porque não é normal o corpo conseguir resistir a um tratamento tão forte como a quimioterapia ou a radioterapia».

O evento terminou com uma vertente prática, nomeadamente com um show­cooking da Chef Tia Cátia, que referiu  «ser incrível participar neste evento porque eu própria sou uma ex-doente oncológica e também me debati com muitos mitos e complicações na nutrição». A chef partilhou dicas e sugestões de receitas saudáveis, adaptadas e saborosas, de forma a combater a malnutrição oncológica e mostrando que comer bem pode continuar a fazer parte do dia a dia mesmo em fases mais exigentes.

Julho 17, 2025 . 08:30

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