
“IPC precisa de reestruturar cursos de 1.º e 2.º ciclos e reforçar oferta formativa do 3.º ciclo”
A nova presidente do Politécnico de Coimbra (IPC) foi perentória ao afirmar no seu discurso de tomada de posse que a instituição, para responder às necessidades do tecido empresarial, das instituições prestadoras de serviços e da sociedade em geral «precisa de reestruturar os cursos de 1,º e 2.º ciclo e reforçar a oferta formativa ao nível do 3.º ciclo».
No panorama atual, sublinhou Cândida Malça, o IPC «precisa de apostar na formação de 3º ciclo, em doutoramentos diferenciadores que promovam a investigação aplicada e a partilha e valorização de conhecimento com impacto real e efetivo na sociedade», uma vez que o desenvolvimento técnico-científico e humanista de empresas e instituições permitirá à instituição «contribuir para o crescimento, inovação e competitividade da região onde se insere, podendo assim afirmar-se como Universidade Politécnica».
A responsável aproveitou o momento para esclarecer os presentes das linhas estratégicas que vão acompanhar o seu mandato de quatro anos e, nesse caminho, assumiu desde logo que a «promoção de um ambiente inclusivo é uma prioridade» para o Politécnico de Coimbra. «Neste contexto, é essencial garantir o bem-estar global - físico, mental e emocional - de todos os membros da comunidade do IPC, promovendo simultaneamente o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, a igualdade de oportunidades e a inclusão social».
E para alcançar estes objetivos, e todos os outros que enumerou no discurso, Cândida Malça considera ser «necessário consolidar uma cultura organizacional positiva, alicerçada no reconhecimento, na valorização das pessoas e na celebração da diversidade». Essa cultura deve ser refletida em «práticas e políticas institucionais coerentes, sustentáveis e orientadas para as reais necessidades da comunidade», disse.
Cândida Malça reconheceu que tomou posse nas novas funções com um triplo sentimento: «responsabilidade, alegria e perplexidade».
«Seja-me permitido concretizar o que me vai no pensamento. Não esquecer que o verdadeiro poder está na capacidade de motivar quem connosco trabalha em prol do bem público e da comunidade em que nos inserimos e não para alcançar quaisquer objetivos de natureza pessoal. Saber que a importância de qualquer instituição não vive da imagem como forma de mascarar as suas fragilidades, mas do reconhecimento das limitações dos seus membros como forma de perspetivar o futuro», concluiu.
O representante das Associações de Estudantes do IPC considerou que «uma nova presidência representa um novo ciclo e, acima de tudo, uma nova oportunidade para pensar o futuro». Mas, mais do que uma mudança de rosto, disse Hugo Ferreira, «é um sinal da continuidade de uma missão coletiva», ou seja, «a de garantir um ensino superior público de qualidade, acessível, moderno e orientado para as necessidades reais da sociedade». O dirigente espera, assim, «um relacionamento próximo, construtivo e transparente com os órgãos de gestão».











