
A escola digital e os seus desafios
“O Bem-Estar e a Escola Digital: Construir Pontes, Criar Equilíbrios” foi o tema escolhido para os dois dias do 5.º Seminário do Centro de Formação da Associação de Escolas Minerva (CFAE Minerva) que começou ontem em Coimbra. Para a secretária de Estado da Administração Escolar é um assunto que está na ordem do dia «do debate educativo atual, num tempo em que a transformação digital não é apenas uma oportunidade mas é sobretudo um desafio», afiançou Luísa Oliveira, na sessão de abertura deste encontro, ontem, na Coimbra Business School | ISCAC.
A transformação digital tem sido, do seu ponto de vista, «muito bem usada nas escolas enquanto oportunidade», num caminho que considera «de sucesso» uma vez que, defende, os professores têm a confiança necessária face «à capacitação prestada pelos centros de formação», acrescentou a secretária de Estado, indo ao encontro do que já tinha sido referenciado por Hilda Gonçalves. Na sua intervenção, a diretora do CFAE Minerva recordou as práticas que têm vindo a ser desenvolvidas junto dos 10 Agrupamentos de Escolas que formam este Centro de Formação (de Coimbra e outros concelhos do distrito), envolvendo 800 formandos e mais de 60 ações, a somar às 25 mobilidades Erasmus+ que levou docentes e professores a países como a Turquia, Suécia, Dinamarca e Irlanda.
Recordando a grande transformação operada nas escolas com o digital, que entrou «de rompante e acelerou esta mudança» desde a pandemia, a representante do Governo considerou que hoje o papel das escolas passa por transformar a informação em saber, «incutindo regras, promovendo o respeito, a ética, a inclusão» e o tão desejado «equilíbrio entre o digital e o social». Para Luísa Oliveira as tecnologias são importantes para «potenciar o conhecimento», porém, não «substituem o professor», defendeu perante uma plateia numerosa de docentes, que, garantiu, são fundamentais para «apresentar caminhos» e «criar pontes».
A escola digital, acrescentou, «é um espaço onde homem e o digital se complementam». Neste sentido, as escolas devem «acompanhar esta evolução sem perder a sua essência: formar cidadãos conscientes e participativos».











