
Jorge Conde: “Eu não gastei, eu investi muito dinheiro em comunicação”
Houve uma vontade inequívoca de afirmar a marca Politécnico de Coimbra. Foi concretizado?
Quando cheguei a presidência, vínhamos há muito tempo a discutir a alteração da imagem do Politécnico. Ela aconteceu e foi determinante para o sentido de coesão interna. Hoje comunicamos de forma diferente, temos um sistema de comunicação em que tudo o que acontece é articulado com as escolas. O gabinete central de comunicação e o gabinete de comunicação das escolas articulam-se, vou dizer, 90% das vezes naquilo que é a comunicação global e institucional. A marca por trás disso, foi determinante. Tal como foi a capacidade de olhar para a nova imagem e trabalhamos à volta dela. Essa imagem tem um significado que a maior parte das pessoas desconhece. Aquele arco simboliza que o Politécnico Coimbra é a porta para o conhecimento, que vimos de um passado honroso para um futuro glorioso, do ponto de vista desse conhecimento. Em torno dessa imagem criámos um lema, diferente nos dois mandatos, mas que no segundo é Juntos Erguemos Sonhos.
No fundo, dando um bocadinho aquela imagem de que somos capazes de promover os sonhos dos que aqui trabalham, mas fundamentalmente queremos promover os sonhos dos que nos procuram. E, portanto, esta ideia de que os estudantes vêm para aqui concretizar sonhos é para nós muito importante e fazemos tudo para que isso aconteça, não só dentro da sala de aulas, mas também fora da sala de aulas, na ligação à cultura, ao desporto, etc. Essa passou a ser a nova forma de comunicar que, por um lado, é uma comunicação institucional, mas também é uma comunicação de marketing, de nos colocar nas bocas de toda a gente. Há também aqui um outro pormenor sobre a comunicação que é pelo facto de também o termos feito internamente. A nossa forma de trabalhar e a nossa comunicação transformam-nos numa instituição absolutamente transparente. E isso é outra coisa também que me deu orgulho. As pessoas podem saber e devem saber de tudo o que é que vamos fazendo.
"Hoje comunicamos de forma diferente, temos um sistema de comunicação em que tudo o que acontece é articulado com as escolas"
Falou em cultura. Qual o papel do Centro Cultural?
O Centro Cultural Penedo da Saudade é um motivo de orgulho grande. E tem a ver com comunicação. É, para mim, um dos momentos altos destes oito anos. Do ponto de vista comunicacional, colocou-nos perante um conjunto de pessoas que nem sabiam o que era isso do Politécnico, ou porque não tinham ligação ao ensino, ou porque a sua faixa etária já não estava próxima do ensino superior. E de repente, passaram a ouvir falar no Centro Cultural Penedo da Saudade, por onde passam todos os tipos de cultura. E, de repente, passaram lá a ir e a ver a marca Politécnico de Coimbra.
E isso, sendo um orgulho grande do ponto de vista da promoção cultural, é também uma máquina de comunicação importante, porque nos faz chegar a um outro público. O Centro Cultural conseguiu trazer gente de toda a região ao Politécnico de Coimbra. Considero que conseguimos fazer um trabalho também muito interessante desse ponto de vista. No fundo, acho que soubemos comunicar. Enfim, sou muitas vezes acusado que gastei muito dinheiro em comunicação, mas eu não gastei um tostão em comunicação. Eu investi muito dinheiro em comunicação. E todo o investimento que fiz em comunicação é um investimento de que me orgulho. Porque hoje o Politécnico Coimbra é o Politécnico de Coimbra e ele quase não existia há oito anos enquanto marca. E, portanto, todo esse dinheiro que foi investido em comunicação é seguramente um orgulho. Depois, para além da liderança ser importante, é preciso ter sorte. E eu também tive sorte, com a equipa de comunicação, porque foram pessoas que abraçaram efetivamente o projeto, que me conseguiram entender, o que também não é fácil. Nós conseguimos criar uma marca... e posso dizer que é uma das coisas que mais me apraz a registar ao fim destes oito anos.











