
Mais de 200 jovens de Coimbra preparam-se para o Jubileu em Roma
O calor foi muito mas não demoveu cerca de 220 jovens, de várias idades, a participarem no encontro de preparação para o Jubileu dos Jovens que vai levar mais de 400 jovens - só de Coimbra - até Roma. O Instituto Universitário Justiça e Paz foi o local escolhido para acolher os vários grupos de jovens que se inscreveram.
A Diocese de Coimbra organizou um encontro que teve como principal foco promover momentos de partilha, de encontro e de reflexão como forma de preparar estes jovens que já se inscreveram e que em breve - a viagem está marcada para 26 de julho - partem rumo a Itália para fazerem parte das comemorações do Jubileu dos Jovens.
Em julho vão partir de Coimbra cerca de 400 jovens até Roma
De Coimbra vão partir cerca de 460 jovens que se inscreveram, a partir da Diocese de Coimbra, assegurou Hugo Monteiro, coordenador geral do Serviço Diocesano da Juventude (SDJ), em conversa com o Diário de Coimbra.
Dar voz aos jovens e colocá-los no centro da ação de uma Igreja que se quer voltada para a geração mais nova faz parte dos novos desígnios da Diocese de Coimbra, que “abriu” os braços ao desafio.
«Mesmo dentro da Diocese de Coimbra estamos a fazer uma reestruturação para englobarmos os jovens e os colocarmos na ação direta para lhes mostrar que contamos com eles para “fazer” e não é de ficar à espera que as coisas aconteçam», realçou Hugo Monteiro, a quem coube a responsabilidade de promover uma palestra «sobre os jovens, a juventude e como podemos e devemos aprender com eles». «A juventude não são só os jovens, ainda agora nas Jornadas Mundiais [da Juventude] tivemos as famílias de acolhimento que receberam estes jovens e é importante pensar sobre trabalhar com os jovens», disse.
Na vontade de aproximar a Igreja aos jovens, o Sínodo dos Jovens de Coimbra têm desenvolvido um trabalho «para ouvir o que os mais novos têm a dizer», explicou Francisco Malva, responsável por esta iniciativa, em conversa com o nosso jornal.

«O nosso bispo achou por bem que era importante que os jovens, como futuro da Igreja, tivessem uma voz, que era preciso ouvir os jovens sobre o futuro, sobre aquilo que acham bem ou mal, os que os cativa e aquilo que pode ser melhorado», e, nesse sentido, «surgiu o grupo de trabalho do Sínodo», sublinhou.
Divididos em seis grandes grupos, as duas centenas de jovens assistiram e participaram em algumas sessões sobre esperança, vocação e fé, por exemplo. Sob o tema “Um líder empresarial também pode ser esperança?”, Goreti Correia, diretora da empresa PhisioGo, levou os jovens numa reflexão sobre o mundo empresarial e a esperança nos momentos mais difíceis ao nível profissional. Já na saúde, Ana Rocha, enfermeira no IPO de Coimbra, refletiu em conjunto com os jovens sobre a fé e a esperança quando a saúde está em causa.
Sobre a vocação para a vida religiosa a Irmã Cristiane Batalin contou a sua experiência pessoal.
«Há jovens de toda a Diocese, uns mais ligados, outros que vieram só pela curiosidade porque viram como foram as Jornadas e quiseram participar», acrescentou Hugo Monteiro












