
Gala de emoções na entrega dos Prémios Lausus
Foram 18 os galardões entregues na Gala Lausus, prémios que distinguem o mérito, o talento, a solidariedade de pessoas, empresas e instituições. Um momento simbólico integrado na programação das Festas de São João, que lotou o renovado Teatro Municipal da Lousã, ontem ao final da tarde. Uma cerimónia plena afetos e de emoções, que representa um momento de reconhecimento público e de agradecimento pessoal a todos quantos têm «contribuído para o desenvolvimento e para a afirmação do concelho» e que espelha o «orgulho de ser lousanense».
Isso mesmo sublinhou Luís Antunes, presidente da Câmara Municipal, que frisou os objetivos desta gala, criada em 2012, que também evidência a «qualidade, diversidade e dinâmica» do concelho nas diferentes áreas, «exemplos que enaltecem a nossa comunidade». O autarca, que presidiu pela última vez à cerimónia, aproveitou o momento para, também com emoção, deixar um rasgado elogio a toda a equipa, aos autarcas, presidentes de junta, às instituições locais, regionais e nacionais, às coletividades e associações, à sua família e aos lousanenses em geral por este caminho percorrido em parceria e com espírito de missão.
À frente do Município da Lousã desde novembro de 2011, Luís Antunes fez um balanço deste caminho, «simultaneamente exigente e gratificante», feito «com o coração, com trabalho e com sonhos», «lado a lado com os lousanenses». «Têm sido anos de trabalho intenso, de muito encontros e alguns desencontros, de altos e baixos, de decisões difíceis e de muitas conquistas partilhadas», afirmou. Um percurso que enfrentou desafios como a intervenção da Troika, os incêndios de 2017, a pandemia, «os efeitos da guerra da Ucrânia, do conflito em Gaza e no Médio Oriente e da crise inflacionista», adiantou, referindo, também, as novas competências assumidas nas áreas da Saúde, Educação e Ação Social, que ditaram «a necessidade de novas e adicionais respostas e medidas».
«Sabemos que há sempre mais a fazer, sabemos que os lousanenses merecem sempre mais e também que a nossa vontade é de fazer ainda mais», assumiu o autarca, que apontou alguns dos objetivos não concretizados, que dependem do Estado Central, como a alternativa à Estrada da Beira, com ligação a Góis, a ligação ao IP3 e a conclusão do Nó dos Pegos.
Independentemente do que falta fazer, referiu o muito que foi feito, especialmente neste mandato, na senda de um «compromisso com o bem comum e com a construção de um concelho mais inclusivo, mais competitivo, mais atrativo e mais preparado para os desafios do futuro». À cabeça, uma referência ao Sistema de Mobilidade do Mondego, com apreensão pelo anúncio de mais um adiamento e que «tem de entrar em funcionamento com a máxima brevidade», disse. Referência, ainda, para as obras de regeneração urbana e mobilidade suave, o arranque da Lousã Green School, os projetos na área da proteção civil e defesa da floresta, a intervenção no rio Ceira, a construção do Ecocentro e do Centro de Recolha Animal, a recuperação da Casa Museu Carlos Reis e do Cineteatro, bem como a conquista dos prémios Nacional e Europeu de Paisagem. Referência, ainda, para o «robusto investimento» efetuado entre 2012 e 2024, que resultou, ainda, numa redução da dívida municipal em 3,5 milhões de euros e na redução dos impostos. Até final do mandado está previsto, enfatizou, um investimento de 33 milhões de euros nas áreas da Educação (reabilitação da Secundária e da Escola Básica N.º 2), na Saúde (segundo edifício do Centro de Saúde) e na Habitação (1.º Direito, alojamento local e temporário e habitação a custos acessíveis).
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