
Festival Glu Glu promete enologia a todos os que visitarem a Sereia
Foi no próprio Jardim da Sereia, onde o festival irá decorrer, que se conheceu todo o cartaz e conceito por trás do “Glu Glu”. Vai decorrer de 27 a 29 de junho, ou seja, de sexta-feira a domingo, com um conjunto de eventos que misturam a enologia, a cultura e o saber. A comida, claro, também estará presente no local.
«É um festival urbano, descontraído e focado em vinhos biológicos», refere o vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Francisco Veiga.
Com apoio parcial da câmara (de 10 mil euros) o festival procura dar acessibilidade a conhecedores e a desconhecidos da área vinícola. «A nossa visão ditou que este evento fosse um festival e não uma feira. Será inclusivo, informal, pedagógico e divertido», explica Sara Matos, dona conjunta da Defio, organizadora deste fim de semana dedicado ao vinho.
Sara Matos sublinha, também, a importância de «não separar» a cultura e o vinho, pois «quando aprendemos sobre vinho, aprendemos sobre história, geologia e sobre o nosso território». «Assumimos esta função de “curadoras” e conseguimos 20 produtores de vinhos desde a região dos vinhos verdes até às ilhas», uma exposição da qualidade nacional. Ainda presentes estarão a Epicura, marca de cerveja local, um produtor de sidra, e um bar de cocktails que vai explorar criações com o uso de vinho, o Largo.
Também responsável pela Defio é Ana Sofia Oliveira, que relembra a “diferença” dos produtores escolhidos. «Quem convidámos pratica uma agricultura consciente e, muitas vezes, não tem a oportunidade de participar em eventos por serem “pequenos”, e o seu produto esgotar rapidamente».
“Glu Glu” é um termo no setor do vinho que simula o som de engolir, associando-se a um tipo de vinho jovem e fácil de beber, dando assim nome ao festival
O conceito passou por reduzir os custos para os produtores, para que estes conseguissem participar o mais livremente possível no festival. «O vinho, como qualquer outra bebida alcoólica, neste momento, está a sofrer. No ano passado houve uma redução na quantidade de vinho vendida. As pessoas gastam mais por garrafa, mas em menos quantidade», explica a especialista. Em critica a esta “visão”, revela que neste fim de semana haverá a possibilidade de conhecer melhor e saborear vinhos, de forma educativa, o que pode ajudar a começar a mudar as mentalidades.
Antes de terminar as intervenções, Francisco Veiga realçou que este era um momento de «moderação» e «saber». «A Câmara Municipal de Coimbra não apoia beber em excesso, mas sim as atividades culturais e educativas da cidade, como foi aqui explicado».
Momentos do Festival
A entrada será gratuita, por se tratar de um espaço público, mas para efetuar uma degustação do vinho terá de ser efetuada a compra do copo oficial do festival, com um custo de cinco euros. A organização tem, ainda, uma panóplia variada de ofertas em “packs” que juntam camisolas e outros brindes, por preços que variam entre os 22,50 e os 70 euros. Estes conjuntos dão ainda à escolha para participar numa “masterclass” com Jamie Goode (um enólogo internacional e biólogo) e um almoço, ambos no dia 29, domingo, com elementos da organização, especialistas em vinho e produtores.
Para além deste momento de convívio e de conhecimento, vão decorrer mais três aulas, com João Ramos, Miguel Silva e Pedro Marques, especialistas em diversas áreas da enologia portuguesa.
A curadoria musical esteve a cargo da Lux Records, que preparou momentos musicais a par dos culturais especializados. Desta forma também se vão realizar concertos para todos. O dia 27, sexta-feira, conta com DJ Sonic Daddy (17h00 e 22h30) e Keissy e Marginália (21h00). Já no sábado, será possível aproveitar com DJ Pêra-Roxa (14h30 e 22h30) e Birds Are Indie (21h30). Domingo a festa conta apenas com uma “masterclass” e o almoço de produtores.











