
Concerto a Carlos Paredes é uma “ode" ao novo tribunal
A Orquestra Clássica do Centro (OCC) apresenta, sábado à noite, pelas 21h00, um espetáculo dedicado a Carlos Paredes e que é, simultaneamente, uma «ode ao novo Palácio da Justiça».
De acordo com Carlos Oliveira, juiz presidente da Comarca de Coimbra, «combinar arte, cultura, direito, justiça enquanto manifestações humanas» é também uma forma de salvaguardar os direitos humanos. Com este terceiro concerto integrado na parceria entre o Tribunal da Relação de Coimbra e a OCC, intitulada Concertos da Justiça, volta a demonstrar-se que o tribunal abre as portas aos cidadãos também «para situações agradáveis», salientou Carlos Oliveira na conferência de imprensa de apresentação, que decorreu na sala 1 do tribunal.
«É a interligação entre a cidade e a justiça pela arte, aproximando os cidadãos desta casa», ao mesmo tempo que se desmistifica o tribunal, acrescentou.
Como adiantou Carlos Oliveira, a referência ao novo Palácio da Justiça «não é inocente». No momento em que está a ser elaborado o projeto de execução, da responsabilidade da Câmara Municipal de Coimbra - que deverá estar concluído em 2026 -, importa «celebrar esta conquista que é de todos», mas, em véspera de eleições autárquicas, há a intenção de alertar que, mesmo que se verifiquem alterações no executivo camarário, o processo não pode parar.
Como tem sido habitual, o concerto será de acesso livre. No entanto, desta vez, não será necessário reservar, explicou Emília Martins, presidente da direção da Orquestra Clássica do Centro, ao salientar que o palco volta a ser instalado na Rua da Sofia, junto ao tribunal.
O concerto a Carlos Paredes - que, aliás viveu na Rua da Sofia - assinala o centenário do mestre da guitarra portuguesa e o seu «património musical».
«Vamos celebrar Carlos Paredes de uma forma inédita», explicou Emília Martins, destacando a “Canção para Carlos Paredes”, por Luísa Amaro, que foi companheira, durante muitos anos, do compositor.
A par dos músicos da Orquestra Clássica do Centro, estarão em palco com a guitarra portuguesa a própria Luísa Amaro, Mafalda Lemos e Ricardo Silva e, na voz, João Farinha. Participam também os coros Coimbra Vocal, Choral Poliphonico, Coro de Pais e Encarregados de Educação da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra e o Coro do Conservatório Regional de Coimbra. A direção é do maestro Diogo Costa.
O concerto conta com o apoio da Direção Geral das Artes, Bombeiros Voluntários de Coimbra e d’A Previdência Portuguesa.











