
“Espírito de vizinhança” nas Fogueiras de São João
Sem fogo, mas com animação e união. Esta é a festa que vai acontecer amanhã, a partir das 19h00, junto à Oficina Municipal do Teatro (Teatrão). É o regresso de uma tradição que, por um “punhado” de razões, acabou por desaparecer.
Na apresentação do programa, anteontem no Teatrão, Luís Marujo, responsável pela comunicação da Oficina Municipal de Teatro, fez questão de relembrar que o evento ocorre «à porta do Teatrão», mas que é de «toda a vizinhança». «Este é um momento para mostrar o que significa ser um teatro do bairro. Em cerca de cinco ou seis meses conseguimos unir-nos a várias associações para tornar esta festa possível», sublinha.
As “Fogueiras de São João” estão integradas na iniciativa “Condomínio Vale das Flores” que conta com 15 parceiros, todos dispostos a ajudar a fazer da zona uma localidade cultural e amiga. «É importante ir procurar e entender quem são os nosso vizinhos e as suas necessidades, e este é um espelho desse trabalho», menciona Luís Marujo. «Conseguir juntar estes “grupos” é uma prova de resistência aos tempos atuais que se apresentam com tendências individualistas» explica o comunicador, que considera esta iniciativa uma mostra dos «vizinhos unidos» do Vale das Flores.
Um dos parceiros indicados, a Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) mostrou total solidariedade com o projeto, tendo o seu presidente, Carlos Condesso Soares, parabenizado a organização pelos seus valores de inclusão social. «Ligar a comunidade é muito importante e estes eventos unem toda a comunidade. É possível ver um trabalho de manutenção dos valores sociais. Existe um objetivo claro de inclusão na comunidade e no “nosso” espaço», enaltece.
União entre a vizinhança do Vale das Flores é grande destaque
Francisco Rodeiro, presidente da junta de freguesia de Santo António dos Olivais, mostrou grande satisfação em poder apoiar este “regresso” de um festejo tradicional. «Não importa que seja em moldes diferentes, interessa que este momento cultural possa regressar», indica o autarca. Para o presidente da Junta de Freguesia esta é uma altura em que se podem «criar raízes» e continuar a desenvolver a localidade, através do potencial da “vizinhança”.
Ainda discursando sobre o “novo condomínio”, Francisco Rodeiro elogiou a capacidade agregadora do Teatrão e a «humildade e disponibilidade» das entidades parceiras que se devem, agora, manter em «reuniões frequentes» para garantir um «condomínio unido». «É de grande relevo o trabalho destas entidades que se uniram para trabalhar na descentralização e garantir um tecido social forte», realça.
Com início pelas 19h00, com comida tradicional (e da época) como bifanas, sardinhas e caldo verde, também vai existir espaço para se ouvir boa música. Das 21h00 até à 1h00 são vários os nomes que vão atuar e garantir a diversão de todos os visitantes. Na lista de músicos podemos encontrar o professor Manuel Rocha, Carolina Rocha, Ricardo Grácio, Tiago Ferreira, Rui Lopes, Constança Peixoto e Emanuel Nogueira.
«O Teatrão e todos os nossos vizinhos convidam Coimbra a vir participar nesta festa», convida Luís Marujo.











