
“A Regata + Louca do Mondego” está de volta
“A Regata + Louca do Mondego” é um dos eventos desportivos que integra o programa das Festas da Cidade - S. João 2025, sendo uma iniciativa do Agrupamento 235 - Escuteiros Marítimos da Figueira da Foz. A nona edição realiza-se amanhã, a partir das 15h00, junto à Praça da Europa, onde diferentes meios de transporte não convencionais - construídos com recurso a boias, colchões de ar, pranchas de surf, esferovite, garrafas de plástico, entre outros materiais – vão tentar cumprir o desafio: fazer o circuito pré-definido de cerca de um quilómetro sem afundar.
Em declarações ao Diário de Coimbra, o chefe de agrupamento dos Escuteiros Marítimos da Figueira da Foz explicou que a ideia que surgiu em 2015 por iniciativa de um grupo de pais - com o intuito de angariar verbas para que os escuteiros pudessem participar no evento internacional Jamboree, que naquele ano tinha lugar no Japão - acabou por se tornar numa “brincadeira” que pretende incutir os ideais escutistas, nomeadamente, o trabalho de grupo, o espírito de entreajuda e o aprender fazendo.
«Esta é uma atividade para envolver a comunidade, animar quem participa e quem assiste, assim como é uma forma de utilizar o rio, que deveria ser mais explorado», referiu João Garcia. De acordo com o responsável, para já são 10 as embarcações inscritas, no entanto, há sempre entusiastas de última hora. «As inscrições já deveriam ter terminado, mas pela experiência de anos anteriores, há sempre quem apareça de véspera», comentou dando conta que o importante é que a organização possa garantir seguro (de acidentes pessoais e de responsabilidade civil) e colete salva-vidas para todos os participantes.
A 9.ª edição realiza-se amanhã, a partir das 15h00, junto à Praça da Europa
Sobre as construções, João Garcia revelou que tem havido «coisas interessantes» ao longo dos anos, mas que há de tudo. Desde as mais elaboradas, dando como exemplo uma das vencedoras no ano passado, cuja embarcação pesava 600 quilos, às mais simples com meia-dúzia de paus. Das que levam apenas um ocupante às que levam 24 elementos, como será um dos casos na edição deste ano. No final, há prémios para seis categorias: a embarcação mais rápida, a mais original, a que levar maior número de elementos, a que levar o grupo mais divertido, para o participante mais jovem e para o mais velho.
O chefe do agrupamento faz um “balanço positivo” da regata, não obstante, revelou querer “dar o salto” para um dia conseguir alcançar o limite das 30 embarcações. «Gostaríamos de desenvolver o evento para um patamar superior. Por exemplo, já chegámos a fazer o convite para participar uma embarcação em representação de cada freguesia do concelho, mas como é a altura das festas da cidade acaba por acontecer muita coisa ao mesmo tempo e ainda não se proporcionou», lamentou.
Refira-se que o Agrupamento 235 dos Escuteiros Marítimos da Figueira da Foz conta atualmente com 117 elementos e está dividido pelas seguintes secções: alcateia nossa srª dos navegantes, dos 6 aos 10 anos, flotilha carapau, dos 10 aos 14 anos, frota poseydon, dos 14 aos 18 anos, e comunidade patrão macatrão, dos 18 aos 22 anos. Além disso, desempenha as suas atividades nas bases “azul” e “verde”. A primeira encontra-se junto à marina da cidade e serve para a dinamização de iniciativas náuticas, enquanto a segunda situa-se nas matas de Quiaios para a realização de acampamentos e/ou acantonamentos, bem como atividades de construções.











