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Verão escaldante: como o calor afeta o seu carro e o óleo do motor

O verão em Portugal, especialmente nas zonas mais quentes como o Alentejo, não brinca em serviço. Com termómetros a subir acima dos 35 °C, os carros acabam por sentir – e muito – os efeitos desta onda de calor. Durante os meses de julho e agosto, há cerca de 20% mais ocorrências de sobreaquecimento do motor. E não é preciso muito para isso acontecer: basta o nível do óleo estar um pouco abaixo do ideal ou o líquido de refrigeração andar em baixa.

Sinais

Na prática, o óleo do motor desempenha um papel que vai além da simples lubrificação. Ele ajuda também a manter a temperatura sob controlo, funcionando como um “ar-condicionado” interno do motor. Quando as temperaturas externas disparam, o óleo tende a ficar mais fino, perdendo parte da sua capacidade de proteger as peças móveis. E, claro, se o óleo estiver velho, a coisa complica ainda mais — o atrito aumenta, o motor aquece, e os problemas não demoram a aparecer.

Óleo sintético: o aliado do calor

Quando se trata de enfrentar o calor do verão, os óleos sintéticos dão um salto à frente dos convencionais. Mesmo sob temperaturas extremas, continuam a proteger o motor com a mesma eficácia. Isso deve-se à sua composição mais estável, que resiste melhor à degradação. Por outro lado, se estiver a usar um óleo mais básico e já com algum tempo de uso, o mais certo é começar a notar sinais de que algo não tá a bater certo — ruídos estranhos, cheiro a queimado ou até aquele fumo azul que não engana ninguém.

Vale mencionar que, no calor, é mesmo importante seguir à risca a recomendação do fabricante quanto à viscosidade do óleo. Óleos como o 5W-30 ou 5W-40 servem bem durante todo o ano, mas, se o seu carro permitir, pode ser interessante optar por um com maior resistência a quente. Segundo o auto-doc.pt, a quantidade de óleo necessária para a substituição depende do motor do seu carro — por isso, convém confirmar no manual do veículo antes de comprar litros a mais... ou a menos.

Fique atento aos sinais

Mesmo que a manutenção pareça estar em dia, o verão é mestre em pôr tudo à prova. Se o óleo começar a mudar de cor — escurecendo, ficando espesso ou com resíduos — isso é sinal de que já viu dias melhores.

Os especialistas da AUTODOC afirmam: Quando o mesmo não é substituído durante muito tempo, acaba por se formar um depósito viscoso de cor preta. Quando isso acontece, o óleo não conseguirá alcançar todas as peças do motor, impedindo desta forma a sua lubrificação, podendo as mesmas ficar danificadas por fricção ou sobreaquecimento.

Outros sinais de alerta incluem luzes no painel, batidas secas no motor ou aquele cheiro inconfundível de óleo queimado. Fumo azulado a sair do escape? Nem pense duas vezes — é parar, verificar e, se for o caso, trocar o óleo o quanto antes.

Antes de fazer-se à estrada

Com o calor a apertar, preparar o carro antes de uma viagem longa pode evitar muitas dores de cabeça. Verifique sempre o nível do óleo com o motor frio, confira o líquido de refrigeração e não se esqueça da pressão dos pneus. Parece básico, mas faz toda a diferença.

Um motor com óleo novo e na medida certa vai agradecer e levar o carro com muito mais tranquilidade até ao destino, sem sobressaltos pelo caminho.

Junho 18, 2025 . 18:50

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