
"Foi muito gratificante recolocar a Naval nos campeonatos nacionais"
Diário de Coimbra | A que sabe esta conquista da Divisão de Elite?
Nuno Raquete | O principal objetivo foi atingido. Nós, desde sempre, dissemos que seríamos candidatos. Favoritos ou não, isso também não era importante, mas seríamos uns fortes candidatos a subir. O campeonato foi equilibrado, grande parte do campeonato teve o Sourense como primeiro classificado. Depois, nós e fruto de uma brilhante segunda volta, porque também fizemos alguns ajustes e isso faz parte do futebol, estivemos bem naquele que foi o planeamento para a segunda volta, acabámos por conquistar o campeonato. Fizemos realmente uma extraordinária segunda volta que nos catapultou para o primeiro lugar. Ainda tivemos a felicidade e isto faz parte dos campeões, de numa jornada que poderia ser decisiva, de uma conjugação de resultados nos favorecer. Aí, mantivemos o primeiro lugar porque os nossos dois principais adversários não pontuaram e depois, a partir daí, nós jamais perdemos a liderança. As pessoas têm reconhecido que fomos a melhor equipa, que éramos a equipa que tinha mais soluções, que acabámos a jogar e a praticar um bom futebol e acho que acaba por ser justo. A sensação é fantástica. A subida é sempre o expoente máximo daquilo que um treinador quer e que os jogadores também querem. A subida dá aquela sensação de competência misturada com sucesso e depois a satisfação de termos as pessoas a agradecerem-nos, principalmente os navalistas. Foi muito bom e muito gratificante recolocar a Naval nos campeonatos nacionais.
Contava com uma Divisão de Elite tão equilibrada e com tantas equipas a lutar pelo topo até a final?
Sinceramente, tinha vindo a falar com alguns treinadores e curiosamente eu fui dizendo que haveria sempre dois/três candidatos, mas que no mês de março ficariam só dois. Curiosamente, não tive um palpite correto, as coisas foram-se mantendo praticamente até ao fim com a luta a três. Temos de pensar que estivemos a sete pontos do Sourense, que era o primeiro classificado e era uma boa margem que eles tinham, mas há um momento marcante neste campeonato que é quando vamos ganhar a Soure e passamos o Sourense na classificação. Nós passámos para primeiro e a partir daí o Sourense entrou numa fase negativa. O Ançã foi sempre uma equipa que esteve sempre nos lugares cimeiros, tentou sempre estar na luta e acabou por dignificar ainda mais a nossa vitória e valorizou ainda mais o campeonato que foi competitivo. Jogos nem sempre bem jogados, como é evidente numa prova distrital, mas acho que sempre competitivos.
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