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As marchas populares são “lindas” e levam milhares à rua para fazer a festa

Oito marchas - seis do concelho de Coimbra e duas convidadas - desfilaram ontem pelo centro histórico numa noite especial para todos os grupos, que, há largos meses, prepararam as apresentações a rigor e com dedicação. Quarta-feira, dia 18, a festa continua com mais sete grupos

Os santos populares já chegaram à Baixa de Coimbra e ontem, véspera de feriado, a expressão que mais se terá ouvido foi «a marcha é linda!». E foram oito as que desfilaram, desde a Rua da Sofia até à Portagem, seguindo, depois para a Praça do Comércio, na primeira noite da 14.ª edição, que estreou um novo modelo, privilegiando duas apresentações.

Na “primeira fila” para não perder pitada, lá estava Maria Rodrigues de olhos postos na Marcha Popular de Brasfemes. «Vai ali a minha neta», adianta, com orgulho, contando ao Diário de Coimbra que está mais ligada ao folclore. Frangedeira de xailes, ainda agora terminou sete para um grupo de Soure.

«Adoro estas coisas e ela [a neta]também», revelava, enquanto a marcha de Brasfemes - a primeira a entrar em cena - já desfilava pela Rua da Sofia.

“Joga, mas joga com cuidadinho, que o jogo aqui é viciante. Tens que saber quando parar, se não perdes dinheirinho”. Assim cantavam, sem parar de dançar, os 12 pares e os restantes elementos, entre os quais a madrinha Sónia Costa e o padrinho Artur Jorge, com o vermelho, o dourado, o preto e o branco como cores dominantes, com adornos de dados, cartas e jogos.

É de paixão e dedicação que se fala quando o assunto são as marchas populares. Que o diga Conceição Cunha, que faz parte da Marcha de Eiras há 12 anos, «com muito orgulho».

Presidente da direção, Conceição contou ao Diário de Coimbra que, mal passam as férias de agosto, em setembro, começam logo a trabalhar nas marchas do ano seguinte. «Começamos a tratar de temas, a fazer desenhos dos fatos e, em janeiro, já estamos a começar com ensaios», sublinhou.

Este ano, desfilam sob o tema “Eiras, num vale encantado”, que presta homenagem às tradições e costumes da terra. «Eu não sou de lá, mas já estou lá a viver há 40 anos», referiu Conceição Cunha, que se sente uma eirense “de gema”.

Elogios também para a costureira Lizete Albuquerque pela «paciência» na confeção dos fatos, continuou a marchante, agradecendo ao União Clube Eirense por ceder o espaço para os ensaios, que decorrem às sextas-feiras.

Da Clarinha, com 3 anos, à dona Helena, porta-bandeira, de 80 anos, na Marcha de Eiras, como na maioria dos grupos, há marchantes de todas as idades.

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Junho 10, 2025 . 09:09

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